2011-09-30

As esculturas anamórficas feitas de materiais reciclados de Bernard Pras

O artista e escultor francês Bernard Pras reúne materiais reciclados e ferro-velho em pequenas instalações que só fazem sentido se vistas de um ângulo específico. São as suas esculturas anamórficas, retratando figuras históricas, das artes, do pop ou reconstruções de cenários ou mesmo outras obras de arte. Vejam algumas fotos de suas esculturas:

bernard pras esculturas anamorficas

Einstein e sua clássica língua de fora.

bernard pras esculturas anamorficas

Mickey.

bernard pras esculturas anamorficas

Bruce Lee.

bernard pras esculturas anamorficas

Mulher-gato.

bernard pras esculturas anamorficas

Che Guevara.

bernard pras esculturas anamorficas

Salvador Dali.

bernard pras esculturas anamorficas

Demolidor (Dare Devil, dos quadrinhos).

bernard pras esculturas anamorficas

Uma geisha.

bernard pras esculturas anamorficas

Estátua da Liberdade.

bernard pras esculturas anamorficas

Lolo. (Só o que vejo é o decote.)

bernard pras esculturas anamorficas

Mangá.

bernard pras esculturas anamorficas

Hahaha, o Grito (em inglês, Scream, o nome original do filme Pânico).

bernard pras esculturas anamorficas

Van Gogh.

bernard pras esculturas anamorficas

Mapa mundi.

bernard pras esculturas anamorficas

Mao Tsé-Tung.

bernard pras esculturas anamorficas

Marilyn Monroe.

Mais imagens interessantes no site de Bernard Pras. Dica via Zupi.

'Trabalho em uma empresa que vai ser vendida e não sei se vou ficar' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 30/09/2011, sobre ficar ou não em uma empresa que está prestes a ser vendida.

Áudio original disponível no site da CBN (link aqui). E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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'Trabalho em uma empresa que vai ser vendida e não sei se vou ficar'

urso acenando adeus

"Trabalho em uma empresa que vai ser vendida", escreve um ouvinte. "O dono foi muito transparente ao explicar aos funcionários que ele tem outros negócios, e que o dinheiro da venda será aplicado neles. O dono acredita que não será difícil encontrar um comprador, porque a empresa é lucrativa e tem um bom nome no mercado. Bem, aí acabam os problemas do dono e começam os nossos. O dono nos disse que não pode garantir que o comprador, seja ele quem for, irá manter todos os funcionários. Mas tudo indica que isso deverá acontecer, porque a nossa equipe é composta, em sua maioria, por técnicos especializados.

Só que assim que o dono nos disse tudo isso, faz um mês, todos nós colocamos nossos currículos no mercado, por via das dúvidas. E as propostas começaram a aparecer. Agora, o dono está preocupado. Dois colegas já pediram a conta e se continuar assim, a empresa pode até parar antes de ser vendida. E o dono sabe que não dá para contratar novos funcionários numa situação dessas. Se você estivesse no meu lugar, o que faria?"


Eu também colocaria o meu currículo no mercado. Além disso, iria sugerir ao dono que ele oferecesse algum tipo de incentivo para quem ficasse. Talvez ele já esteja pensando nisso, não porque ele é bonzinho, mas porque se não fizer nada, ele poderá vir ser obrigado a vender a empresa por um valor bem menor. A atitude do dono, em abrir o jogo, foi elogiável. Mas ele deveria esperar que cada funcionário fosse pensar primeiro em si mesmo.

Tirando isso, eu, se fosse você, ficaria, a não ser que surgisse uma excelente proposta para mudar. Ficar é uma aposta que pode dar errado, mas que costuma dar certo. Ótimas oportunidades de crescimento costumam surgir em momentos assim, quando um novo proprietário precisa do apoio e do conhecimento de quem poderia ter saído, mas teve coragem para ficar.

Max Gehringer, para CBN.

2011-09-29

Prestando muita atenção no abraço

A imagem de hoje é quase o oposto da coletânea de fotos de beijos apaixonados de Andy Barter que postei outro dia.

Um casal que não larga o celular nem abraçados:

abraço olhando celular

Será que eles estavam jogando Angry Birds? Bem, pior mesmo se ele estiver jogando algum daqueles simuladores de encontros japoneses...

Imagem via Anões em Chamas.

'Coloquei meu currículo na internet e meu chefe descobriu' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 29/09/2011, com precauções sobre se postar coisas na internet, especialmente o currículo num site de emprego.

Áudio original disponível no site da CBN (link aqui). E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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'Coloquei meu currículo na internet e meu chefe descobriu'

sites de emprego

Um ouvinte muito preocupado escreve: "Coloquei o meu currículo num site pago de emprego, apenas para testar a eficiência desse tipo de serviço. Na manhã do dia seguinte já obtive um retorno, mas não o que eu esperava. Fui chamado pelo meu chefe para explicar a razão de eu ter feito o que fiz. Ele me perguntou se eu estava descontente com alguma coisa, e eu disse que 'não, muito pelo contrário'. Mas fiquei tão nervoso por ter sido apanhado nessa situação inesperada, que meu chefe não deve ter acreditado em nada do que eu disse. Agora estou muito preocupado. Como foi que a empresa descobriu o meu currículo tão rapidamente num site com dezenas de milhares de currículos? E o que pode acontecer comigo?"

A primeira resposta é fácil. Alguns sites oferecem um serviço de informação que já manda automaticamente uma mensagem para as empresas cadastradas quando uma palavra-chave, previamente escolhida, aparece no site. No seu caso, a palavra-chave pode ter sido o nome da própria empresa. Permita-me dizer que você deveria ter previsto essa possibilidade antes de inserir o currículo, porque se o site pode ser acessado por qualquer empresa, logicamente ele pode ser acessado pela sua.

Quanto ao que vai acontecer, não dá para afirmar com certeza. Mas seria conveniente você dizer a seu chefe, agora com mais calma, que você já retirou o currículo do site e que deseja permanecer na empresa até o dia do juízo final.

Aos nosso ouvintes, fica a dica de que não só os sites de emprego, como também o facebook, o twitter, o orkut e outras redes sociais podem ser monitoradas por empresas. E que um post pode revelar o que um currículo esconde. Então, viva a liberdade cibernética de expressão, mas sempre lembrando que quem diz o que quer, pode ser ouvido por quem não quer.

Max Gehringer, para CBN.

2011-09-28

O que fazer com muitos livros

Se você, assim como eu, tem muitos livros e não sabe o que fazer com eles (e nem quer pensar em vender pra um sebo), talvez essas ideias de como organizá-los ajude... Ou não.

Que tal organizar os livros na parede formando um gigantesco rosto?

livros estantes diferentes como guardar

Ou então montar uma pequena escultura humanóide com os livros?

livros estantes diferentes como guardar

E já que falamos em montar e em escultura, talvez formar arcos romanos com livros?

livros estantes diferentes como guardar

Em tempo: posso até ter muitos livros, mas quem diz que eu li todos? Acho que vou morrer e não vou ler todos (especialmente porque continuo comprando)...

Imagens via: rosto gigante, escultura e arco. Dica via Colossal.

'É mais fácil arrumar um emprego como PJ?' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 28/09/2011, sobre como ser PJ (Pessoa Jurídica) ajuda na hora de arrumar trabalho, mas tende a receber menos benefícios. (Veja também o comentário Vale a pena ser PJ?)

Áudio original disponível no site da CBN (link aqui). E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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'É mais fácil arrumar um emprego como PJ?'

pessoa juridica

"Estou me formando este ano em Fisioterapia", escreve um ouvinte, "e vários colegas já me falaram que vai ser mais fácil eu arrumar um emprego se eu optar por ser um PJ, em vez de empregado efetivo. Isso procede?"

Sim. A modalidade PJ, ou Pessoa Jurídica, em que um profissional abre a sua própria empresa e recebe o pagamento através de uma nota fiscal de prestação de serviços, diminui os custos da folha de pagamento das empresas contratantes. Por isso, quando uma empresa pode contratar alguém como PJ, ela não pensa duas vezes.

No setor de informática esse procedimento já está virando rotina. E vale também para fisioterapeutas e outros profissionais que podem prestar serviços a duas ou mais empresas ao mesmo tempo.

Mas eu gostaria de alertar ao nosso ouvinte que ser PJ significa assumir todos os encargos que seriam da empresa. Logo, o salário precisa compensar. Um PJ não tem férias, nem um décimo-terceiro, nem fundo de garantia, nem plano de assistência médica, nem vale-transporte e vale-refeição.

Então, como exemplo, um profissional que ganhe mil reais por mês como empregado efetivo, recebe benefícios que variam entre 40% e 50% do seu salário nominal. No caso do PJ, isso teria que sair do bolso dele. A conta fecha porque a empresa paga para um PJ entre 20% e 30% mais do que pagaria a um efetivo, e isso dá a impressão de que ser PJ compensa, quando, de fato, quem está no lucro é a empresa.

Além disso, quem é jovem dificilmente se preocupa em começar contribuir já para a Previdência Social e assegurar o tempo para a aposentadoria, porque ser aposentado parace estar anos-luz da imaginação de quem tem vinte anos.

Então, sim, ser PJ dá uma vantagem na hora de procurar emprego. Mas no médio prazo é preciso saber balancear bem o orçamento, para não ser apanhado sem recursos numa situação de emergência.

Max Gehringer, para CBN.

2011-09-27

Filme: A Viagem de Lucia

O encontro de duas pessoas bem diferentes entre si, mas que acabam sendo importantes uma para a outra de variados modos, é um tema recorrente em filmes (e coincidentemente, recentemente falei sobre um desses filmes, Minhas Tardes com Margueritte). Aliás, coincidências parece ser um dos fetiches de Stefano Pasetto, diretor e co-roteirista da produção argentino/italiana A Viagem de Lucia (ou no original, Il richiamo).

filme a viagem de lucia poster cartaz

Como o título brasileiro sugere, o filme é protagonizado por Lucia (Sandra Ceccarelli), apesar de não podermos dizer que a outra personagem, Lea (Francesca Inaudi), seja coadjuvante. Bem, Lucia é uma mulher na meia idade que trabalha como aeromoça e é casada com um médico. Apesar disso, Lucia sofre frequentemente com a saúde, até mesmo impossibilitando o sonho de ser mãe. Angustiada e se sentindo infeliz e pressionada, Lucia descarrega parte de seu fardo em folhas de um caderno, em que escreve alguma coisa e imediatamente rasga a folha, amassa e joga. Depois de um aborto espontâneo, Lucia volta a um antigo trabalho, de professora de piano.

E é quando ela conhece Lea (Francesca Inaudi), uma jovem aberta, independente, mas que é carente pela figura paterna (que lhe dá migalhas de atenção a cada telefonema espaçado, que ela espera com ansiedade), e que trabalha num matadouro de frangos (e que por isso, literalmente cheira a galinha), mas espera ser chamada para trabalhar com animais na Patagônia. E é quando isso acontece que Lucia se entrega a paixão por Lea, protagonizando uma bela cena de sexo lésbico. Não uma cena à la Hollywood, mas uma cena mais real, sem música de fundo, sem posições de câmera (e de corpos) parecendo um ensaio padrão, mas com direito a imagens dos corpos das duas belas mulheres se entrelaçando sem photoshop, até mesmo mostrando uma eventual celulite (o que torna a cena ainda mais real, e portanto, mais excitante).

filme a viagem de lucia

A Viagem de Lucia é interessante (qualquer um que não achar um filme com cenas de sexo entre mulheres interessantes, por favor, ALT+F4), mas tem alguns problemas. Vários, eu diria. Talvez por se tratar apenas do segundo longa do diretor Pasetto, o filme sofre com uma enxurrada de boas ideias que não se concretizam, o que é típico de diretores iniciantes ou fora de forma (afoitos, parece que eles querem colocar todas as suas ótimas ideias no filme, mas por serem muitas, acabam não se desenvolvendo e ficando "largadas", o que não é bom). E talvez quem mais fora com isso seja a personagem Lea. Tomem como exemplo a mão com cicatrizes de queimadura dela, o choro copioso ao se lembrar da mãe (e nessa hora, acariciando a mão queimada), o que isso contribui para a história ou o desenvolvimento da personagem, já que não é explicado de forma satisfatória o porquê disso? Se alguém entendeu, me explique por favor. Fora que essa marca nas mãos parecia ser algo significativo, já que até mesmo nas primeiras aparições de Lea com seu namorado (tatuador) o diretor foca na mão dela. E aliás, falando no namorado inicial de Lea, qual o significado das cenas em que ele é mostrado com um gatinho? Seria o de enfatizar que ele estava solitário? De que ele não vive bem sozinho? E, o mais importante, seria isso relevante para o resto do filme? (A resposta é não). Outra personagem que surge na história e que parece que será importante, mas depois some, é a senhora na Patagônia que queria aprender piano. Depois de oferecer alugar um lugar decente para Lucia (e lhe ensinar uma lição sobre verdade*), a senhora simplesmente nunca mais dá as caras.

filme a viagem de lucia

Outro problema de A Viagem de Lucia são as pequenas coincidências que o roteiro coloca, como se estivesse dando a entender que haveria ali algo de destino, predestinação. Nada contra esse recurso, se bem usado, eu acho acho interessante. O problema é usar desse recurso, mas não assumir o filme como acreditando nisso. Foi por isso que eu disse, lá no primeiro parágrafo, que o diretor tinha um fetiche por coincidências. São várias as coincidências espalhadas pelo filme. Reparem no nome que Lea dá à melancia que carrega como se fosse um bebê: Lucia. Ou quando Lucia casualmente vê Lea em uma ótica experimentando óculos e por um momento, num espelho bipartido, foca-se o rosto de Lucia e Lea. Ou ainda quando o marido de Lucia brinca com um barquinho de papel, desconsolado, e depois logo corta para Lucia no barco na Patagônia, para onde ela foge (e empreende a sua viagem).

Com diálogos econômicos, A Viagem de Lucia não se preocupa em explicar tudo nos mínimos detalhes para o espectador. O filme tem alguns saltos temporais que se o espectador não estiver atento, vai se perguntar o que houve. Nada, entretanto, muito complexo.

filme a viagem de lucia

Sem dúvida, o ponto alto do filme são as interpretações de suas protagonistas. Com uma sensibilidade visível, Ceccarelli e Inaudi se entregam a suas personagens Lucia e Lea. O elenco de apoio também não faz feio, mas o show é realmente das duas mulheres, em especial, de Ceccarelli. Isso porque apesar do filme começar com um igual destaque para ambas as mulheres, da metade para o final, o foco se concentra em Lucia (o que eu considero um defeito, uma vez que sub-aproveitou-se o potencial da personagem Lea).

Apesar dos seus defeitos, A Viagem de Lucia tem ótimos momentos, como a velhinha de cabelo azul (e nem preciso citar a cena de amor entre Lucia e Lea, certo?). A fotografia do filme tem seus bons momentos, especialmente quando as personagens estão na Patagônia (apesar de alguns planos parecerem mais apropriados para o National Geographic). E não sei se foi um feliz simbolismo ou não (espero que tenha sido), mas reparem nos planos que estabelecem Buenos Aires como palco da primeira metade do filme. Em quase todos os planos, mostra-se o Obelisco de Buenos Aires. Interessante, não?**

Trailer:



* A lição é até bacana, e por isso reproduzo aqui. Numa conversa entre Lucia e Matilde (Hilda Bernard), a tal senhora, Lucia solta um "na verdade, bla bla...", no que a senhora lhe diz algo como "A verdade parece ser algo muito importante para você". E então, com aquele olhar de senhorinha que já viveu muito e está diante de uma jovem inexperiente, ela diz que "a verdade é só um instante e por isso, insignificante."

**O obelisco, é um símbolo fálico, por natureza. Um grande e ereto pênis apontando para o céu. E, no filme, as protagonistas depois de descobrirem o seu amor, fazem o que? Vão para Patagônia, deixando para trás os seus respectivos companheiros. Em Buenos Aires. É uma pena que eu não reparei se tem algo semelhante a isso nos planos na Patagônia, mas desta vez, simbolizando o feminino. (Robert Langdom feelings.)

filme a viagem de lucia

Para saber mais: crítica no Cineclick e no Cinema na Rede.

Os profissionais da área de venda e os cargos de liderança - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 27/09/2011, sobre profissionais de venda e cargos de liderança.

Áudio original disponível no site da CBN (link aqui). E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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Os profissionais da área de venda e os cargos de liderança

vendedor

Um ouvinte escreve: "Gostaria de saber por que na maioria das grandes organizações os profissionais de vendas não são aproveitados para cargos de liderança. Essas organizações", o ouvinte diz, "preferem buscar profissionais no mercado, abrindo mão de seus próprios talentos. O que na maioria das vezes, acaba por desmotivar o profissional que teria todas as condições para ser um líder muito melhor do que aquele que vem de fora."

Vamos lá. Eu poderia fazer uma bela lista de empresas, de todos os tamanhos, cujos diretores e gerentes de vendas começaram como vendedores na própria empresa. Então, o que teria levado o ouvinte a afirmar que isso não acontece? Provavelmente, o fato de que ele já viu ótimos vendedores serem preteridos quando surgiam uma oportunidade de promoção. E isso, de fato, ocorre.

E por que ocorre? Porque ótimos vendedores não se tornam, necessariamente, bons líderes. Em caso de dúvida quanto a capacidade de organização, planejamento e liderança de um vendedor, a empresa prefere mantê-lo na função que ele desempenha muito bem, em vez de arriscar uma promoção e correr o risco de ficar sem um líder e sem um vendedor.

Os vendedores que chegam a cargos de liderança são aqueles cujas qualidades vão além de saber vender. Eles se atualizam com a tecnologia, fazem cursos e são capazes de preparar um plano e escrever um relatório. E também, e principalmente, não vivem reclamando e mostram ter iniciativa para motivar os próprios colegas.

As empresas estão muito atentas a tudo isso. Porém, muitos profissionais baseiam as suas conclusões mais no que eles esperam da empresa e menos no que a empresa espera deles.

Max Gehringer, para CBN.

2011-09-26

A fotografia de Julia Fullerton-Batten

Este é o terceiro post que faço mostrando um pouco do portfolio da fotógrafa Julia Fullerton-Batten. Se nos dois posts anteriores mostrei séries de fotos da artista que exploravam temas específicos (adolescência, diferenças culturais), mas sempre focando o universo feminino, neste post coloco uma miscelânea, com pequenas séries. Escolhidas simplesmente porque eu gostei das imagens. Vejam:

No quarto do hotel do aeroporto:

Julia Fullerton-Batten fotografia

Julia Fullerton-Batten fotografia

Julia Fullerton-Batten fotografia

Belas musicistas tocando instrumentos... invisíveis?

Julia Fullerton-Batten fotografia

Julia Fullerton-Batten fotografia

Julia Fullerton-Batten fotografia

Julia Fullerton-Batten fotografia

Julia Fullerton-Batten fotografia

Uniformizados na escola:

Julia Fullerton-Batten fotografia

Julia Fullerton-Batten fotografia

Cabeças de animais no meio do mato:

Julia Fullerton-Batten fotografia

Julia Fullerton-Batten fotografia

Julia Fullerton-Batten fotografia

Julia Fullerton-Batten fotografia

Casa da água:

Julia Fullerton-Batten fotografia

Imagens via site de Julia Fullerton-Batten.

O que fazer quando um colega rouba sua ideia? - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 26/09/2011, mais uma vez sobre o roubo de ideias por colegas de trabalho não muito éticos e o que fazer quando isso acontece.

Áudio original disponível no site da CBN (link aqui). E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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O que fazer quando um colega rouba sua ideia?

roubando ideias

Um ouvinte teve uma boa ideia e ela foi roubada por um colega de trabalho. O danado apresentou a ideia numa reunião como se fosse dele, sem nem mesmo mencionar o nosso ouvinte. Isso soa familiar? Deve soar, porque o mercado de trabalho é como a sociedade civil: o que não falta é aproveitador e larápio.

Então, o nosso ouvinte, sentindo-se lesado em sua boa fé, já que ele havia explicado a ideia em detalhes ao colega gatuno, pergunta que atitude deve tomar. Ir falar com o chefe e dar queixa do crime? Pegar o colega pelo colarinho? Divulgar no facebook que o colega é um exemplo bem acabado de falta de dignidade?

Eu diria que qualquer dessas medidas pode satisfazer uma sensação de vingança imediata, mas sempre há desdobramentos. Se o nosso ouvinte não tiver provas bastante concretas de que a ideia foi mesmo dele, ele corre o risco de ter que se defender por ter feito uma acusação sem fundamento. Daí, em vez de ter um problema, ele teria dois.

Eu sei que é difícil aconselhar alguém a manter a calma num momento de raiva. Difícil é fazer de conta que nada aconteceu quando a vítima somos nós. Eu passei por uma situação como a que o ouvinte descreveu. Fiquei com raiva. E pensei em fazer tudo o que o nosso ouvinte também pensou, e em mais algumas coisas que ele não pensou. Mas depois de uma semana me remoendo, eu analisei a situação por outro prisma. O ladrão de ideias é como um ladrão comum. Um dia, será apanhado. Com a diferença que em empresas, não há tanta impunidade.

Eu sugiro ao nosso ouvinte que ele fique na dele. E não esconda as suas ideias no futuro, algo que ele talvez tenha cogitado em fazer. Porque quem é criativo não precisa se preocupar com o longo prazo. De onde uma boa ideia veio, muitas outras virão.

Max Gehringer, para CBN.

2011-09-25

Filme: Sem Saída

Sendo curto e grosso: Sem Saída (Abduction, no original) é um filme de ação mediano, daqueles que viram filmes da sessão da tarde e você não se importa muito se está passando ou não. Tem algumas cenas de ação bem coreografadas, mas nada espetacular. Do ponto de vista do roteiro, é fraco e previsível.

filme sem saída taylor lautner poster cartaz

Dirigido por John Singleton, Sem Saída conta com um elenco estrelar (Alfred Molina, Sigourney Weaver, Maria Belo e Jason Isaacs devem estar precisando de uma graninha pro aluguel), apesar de serem todos papéis secundários, quase pontas. O protagonista do filme é Nathan (Taylor Lautner, mais conhecido como o lobinho sem camisa), um adolescente destemido (e meio idiota, como todo adolescente), que não consegue convidar a vizinha e amor adolescente Karen (Lily Collins) para sair. Um dia Nathan descobre que seus pais não são realmente seus pais, e de quebra, se vê envolvido numa trama que mistura espiões, assassinos, CIA e muitos tiros.

Sem Saída não chega a ser ruim, mas é bem insosso. Tirando talvez as fãs do ator principal (sim, ele aparece sem camisa gratuitamente no filme, como na cena em que acorda de uma festa), não creio que o filme agrade o público em geral (pelo menos, não o público que paga o ingresso).

filme sem saída taylor lautner lily collins

Talvez o único diferencial de Sem Saída seja o começo do filme. Tentando dar alguma tridimensionalidade ao personagem Nathan, o diretor Singleton gasta um bom tempo tentando construir o personagem. Infelizmente, a atuação fraca de Lautner não é o suficiente para isso. Ou seja, é um tempo perdido.

Na sessão em que eu assisti o filme, um velho mala sentou na fileira atrás da minha, acompanhado dos netos. Ao saber que o filme se chamava Sem Saída, ele fez a piadinha infame de "se é sem saída, por onde vamos sair?" É uma pergunta pertinente, cuja resposta seria "melhor nem entrar".

Trailer:



Para saber mais: crítica no Omelete.

Filme: Além da Estrada

Pode até ser que eu estivesse com o organismo desregulado por algum motivo alheio a minha consciência, mas ao assistir o filme Além da Estrada (no original Por El Camino), quase dormi algumas vezes. Sabe quando você está lá, sentado num carro ou ônibus na estrada e dá aquele sono irresistível? Pois é isso mesmo o que senti.

filme além da estrada poster cartaz

Além da Estrada nos apresenta Santiago (Esteban Feune de Colombi), jovem argentino que vai ao Uruguai verificar uma propriedade deixada por seus pais, mortos há alguns anos. No caminho para a propriedade, ele oferece carona a Juliette (Jill Mulleady), jovem belga que fora ao Uruguai para reencontrar um homem que conhecera anteriormente. Então os dois partem nessa jornada tão familiar ao gênero de road movies (aqueles em que os personagens passam a maior parte do filme viajando pela estrada), onde o destino não é tão importante assim, mas as transformações que acontecem na jornada. E claro, com um casal como protagonista, um romance é quase certo.

O filme é por natureza multinacional. Dirigido e escrito pelo brasileiro Charly Braun (!?), o filme se passa no Uruguai e é uma produção Brasil/Uruguai. Além de contar com o protagonista argentino (assim como seu ator) e a protagonista belga (atriz de nacionalidade uruguaia/suiça). E não posso esquecer que os protagonistas conversam em inglês!

filme além da estrada

Além da Estrada assume um ar documental ao ser filmado quase todo com a câmera na mão. Além disso, as figuras que Santiago e Juliette encontram pelo caminho eram pessoas reais (não atores), representando a si mesmas e falando aos protagonistas o que essencialmente diriam a qualquer viajante que por ali caísse. De fato, o ar documental também assume um ar de diário de viagem, ao intercalar imagens mais granuladas que teriam sido filmadas pelo protagonista com os planos em que mostra as paisagens por onde ele passa.

Com tudo isso, Além da Estrada parece que não teve realmente um roteiro, mas sim apenas um esqueleto de história, onde os vãos foram sendo preenchidos com o que se encontrasse pela estrada. Isso até rende algumas boas cenas, como quando um cachorro cai numa piscina que não consegue sair e Santiago o retira dali. Aliás, Braun deve ser fã de cachorros, pois vira e mexe ele enquadra um em sua câmera. Momentos fofo cuti cuti.

filme além da estrada

O filme tem momentos excelentes e destaco dois: no começo, quando Santiago está procurando pela escritura de seu terreno e ele enfrenta um "mar de Sargaços" de papel para encontrar (tendo o rio da Prata como fundo), o que é um simbolismo interessante - premeditado ou não - para o estado de sem rumo de qualquer protagonista de road movie. E o outro momento, que até aparece no trailer, onde Santiago e Juliette estão numa ponte inacabada e ela pergunta se aquilo é o futuro, ou seja, o futuro ainda está para ser construído.

filme além da estrada

Apesar disso, no geral, Além da Estrada é um tanto monótono (o que foi a causa provável de eu ter quase dormido). A sensação é de que o diretor está mais preocupado em retratar o país do que a jornada pela qual os protagonistas passam. E isso pode ser notado com intercalação de "imagens de guia turistíco" de Punta del Este, por exemplo, com as imagens de aridez e simplicidade que retratam o interiorzão daquele país. Pode até ser novidade para quem reside em grandes centros, mas pra quem viaja ou já viajou pelo interior do Brasil, a sensação é de que o mundo é muito pequeno e por todo lugar, as pessoas são basicamente iguais.

Em suma, Além da Estrada até tem seus bons momentos. Mas como qualquer viagem de carro que se faça, tem momentos em que a sucessão de paisagens e o papo furado agem como um sonífero.

Trailer:



Para saber mais: crítica no Cinema em Cena e no Omelete, além do site oficial.

P.S. Parabéns para quem montou o trailer. Quando o vi, pensei comigo mesmo "tenho que ver esse filme". Depois de ter visto o filme, vejo que o trailer já me mostrou tudo de bom do filme...
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