2011-08-31

As ilustrações de mulheres surreais de Jason Levesque

Jason Levesque, também conhecido como stuntkid, é um ilustrador e fotógrafo. Já mostrei uma parte do seu trabalho com fotografia numa série de fotos em que ele descontrói filmes de terror com uma bela modelo e muito rosa, neste post: O massacre da serra elétrica... rosa. Desta vez, trago algumas de suas ilustrações, em que ele retrata mulheres.

Assim como a fotografia do post acima mencionado, nas ilustrações Levesque deixa transparecer dois lados. Um é o surreal, em que vemos mulheres se tornando corvos ou com pele transparente, como se fosse um raio-X, deixando seus ossos a mostra, por exemplo. O outro lado de seu trabalho é mais fetichista, tendendo para o sadomasoquismo, em que vemos uma mulher de chicote ou uma garota vestida de palhaça com uma cinta fechando sua boca, por exemplo. E claro, temos a mistura dos dois lados, como na imagem em que a mulher aparece com os braços cortados.

Apesar da temática, as imagens deste post não são tão explícitas. (Essas eu reservei para o Andarilho's NSFW neste outro post). Confiram:

jason levesque ilustrações mulheres surreal fetiche

Crânio de Amanda.

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A ascensão dos mortos-vivos. Zumbis, moto-serra e sangue rosa (o que me remete diretamente ao massacre da serra elétrica rosa).

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Anatomia.

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Múmia sangrenta.

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Cérebro água-viva.

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Corvo.

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Todo mundo ama um palhaço.

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Fêmea fatal.

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Agitação das borboletas negras.

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Vomitando chicletes.

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Maeve e seu chicote.

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Carne.

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Chapeuzinho de dentro da barriga do lobo (pobre coitado, teve uma indigestão daquelas).

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Pintura.

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Rock monster.

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Lesmas coloridas.

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Comedora de almas.

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Cuspe.

Imagens via DeviantArt de Jason Levesque, o stuntkid.

'Como solicitar um aumento coletivo?' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 31/08/2011, sobre como solicitar um aumento coletivo numa empresa com poucos funcionários.

Áudio original disponível no site da CBN (link aqui). E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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'Como solicitar um aumento coletivo?'

sindicatos
"Trabalho em uma empresa que tem doze funcionários", escreve um ouvinte. "Apesar do tamanho dela, somos doze técnicos especializados. Temos informações sobre o mercado e sabemos que os nossos salários estão bem defasados. Por isso, queremos solicitar um aumento coletivo. Qual seria a melhor maneira de conversar com o patrão? Indo todo mundo junto ou nomeando um, para falar em nome do grupo?"

Bom, se vocês têm um patrão compreensível, que vai ouvir os argumentos de vocês e vai expôr os motivos dele, tudo numa boa e em alto nível, tanto faz se vai um ou se vão todos.

Mas vamos considerar a hipótese de que o patrão de vocês não seja compreensivo e nem muito paciente. Há meia dúzia de patrões assim no Brasil, e talvez vocês tenham dado o azar de ter um deles.

Nesse caso, ir todo mundo junto vai parecer mais um motim do que uma reivindicação. Já escolher um representante é colocar muito peso nos ombros de um só. O ideal seria nomear uma comissão. Quatro seria um bom número. É importante que os quatro escolhidos não falem ao mesmo tempo, mas que cada um fale alguma mesma coisa, sem se exaltar e usando argumentos sólidos, como a comparação salarial com outras empresas que o nosso ouvinte diz possuir.

Bom, e se o patrão simplesmente ouvir e responder que não concederá o aumento? Os doze vão pedir a conta? Como essa é uma hipótese altamente improvável, já que cada um tem as suas próprias necessidades, sobra a resposta negativa.

Mas eu diria que ela não deixa de ser positiva, porque o patrão ficará ciente que poderá perder um par de bons técnicos e não conseguirá contratar outros do mesmo nível porque oferece salários abaixo do mercado. Ou seja, o patrão ganhará um tempo para refletir. E cada um dos doze poderá decidir, individualmente, se é melhor esperar ou procurar outro patrão.

Max Gehringer, para CBN.

2011-08-30

Armas de destruição em massa, os jogos com que as pessoas brincam - esculturas de Ronit Judelman

Ronit Judelman é uma artista com bagagem, em vários sentidos. Sendo francesa de nascença, ela estudou arte e design em Israel, onde completou apenas o primeiro ano introdutório. Depois disso, se mudou para África do Sul, onde reside atualmente e onde se formou em Psicologia. Apesar disso, a sua paixão artística falou mais alto e hoje esta é a sua carreira.

Com essa verdadeira mistura cultural e acadêmica, Ronit Judelman nos apresenta uma visão crítica do ser humano e dos rumos da humanidade na sua série Armas de destruição em massa - Os jogos que as pessoas brincam (tradução livre de Weapons of Mass Destruction - Games People Play). Nesta série, a artista nos apresenta esculturas de alguns objetos infantis revisitados com o tema da guerra (sendo israelita "de coração", conflitos é um tem que ela conhece bem). Ou como ela mesma diz sobre o trabalho: "De maneira a enfatizar o paradoxo de usar guerra para alcançar paz, eu combinei brinquedos de crianças, que remetem a segurança, inocência e diversão, com armas de adultos, que simbolizam agressão, transtornos e crueldade."

É interessante ainda notar como a artista usa materiais transparentes para suas esculturas. De certa forma, essa transparência reflete (mais uma vez) o paradoxo da natureza da sociedade, que incentiva o "mostrar" enquanto opera em um nível psicológico de "as coisas não são o que parecem ser". Vejam:

ronit judelman armas destruição massa jogos pessoas brincam brinquedos armas guerra crianças

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Bonecas transparentes com granadas dentro.

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Balas de metralhadoras como lápis/giz de cera

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Rifles transparentes com bonequinhos dentro, atirando os brinquedos.

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LP (daqueles que com mais de 25 devem se lembrar) simbolizando o ciclo interminável de violência e guerras.

ronit judelman armas destruição massa jogos pessoas brincam brinquedos armas guerra crianças

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Um resta-um com balas como peças.

E pra finalizar, uma imagem que não faz parte dessa série, mas que eu coloco aqui porque ilustra bem o estilo de esculturas da artista.

ronit judelman boneca transparente gorda cheia de tralhas

ronit judelman boneca transparente gorda cheia de tralhas

ronit judelman boneca transparente gorda cheia de tralhas

Full of nonsense - mostra uma boneca gorda transparente de mulher cheia de tralhas dentro.

Imagens via site de Ronit Judelman. Dica via Empty Kingdom.

'Não tenho dado sorte em entrevistas' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 30/08/2011, sobre fatores na comunicação que podem atrapalhar uma entrevista de emprego.

Áudio original disponível no site da CBN (link aqui). E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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'Não tenho dado sorte em entrevistas'

gagueira
"Por algum motivo, não tenho dado sorte em entrevistas", escreve um ouvinte que me mandou uma alentada lista de cursos que ele já concluiu. E me pergunta que curso ainda estaria faltando.

Nenhum. O fato de você ser chamado para entrevistas já mostra que o seu currículo se sobressaiu. Então, onde está o problema? Muito provavelmente, na sua dificuldade para se expressar diante do entrevistador. Este é o mais comum dentre todos os empecilhos que eliminam candidatos com boa formação acadêmica.

Não sei qual é o seu caso específico, mas aqui vai uma lista para que você, e outros ouvintes em situação semelhante, possam se autoavaliar.

Primeiro: a timidez. O candidato fala pouco, deixa frases incompletas e seus olhos passeiam pela mesa e pela sala, mas raramente encaram o entrevistador.

O segundo: a ansiedade. O candidato fala num tom mais acelerado e mais alto do que o normal, e sua linguagem corporal mostra que nenhuma posição lhe parece confortável.

Terceiro: a insegurança. O candidato parece não acreditar em seus atributos e por isso enfeita demais as respostas, adicionando dados e fatos desnecessários para tentar impressionar o entrevistador.

Quarto: a confusão. O candidato tem dificuldade para articular o seu pensamento e estica demais uma resposta que poderia ser breve. E, não raramente, muda de assunto no meio da resposta.

Em todos os casos, o candidato sai da entrevista com a impressão, correta, de que falou o que não deveria e não falou o que poderia. Essa carência de expressão verbal pode ser resolvida com aulas de oratória. Ou, nos casos mais agudos, com terapia ou fonoaudiologia.

O mais importante, porém, é reconhecer a existência dessa deficiência de comunicação, em vez de acreditar que ela poderá desaparecer com mais um curso acadêmico.

Max Gehringer, para CBN.

2011-08-29

O super herói não tão perfeito nas pinturas de Andreas Englund

Andreas Englund é um pintor sueco. Ele utiliza de tela e tinta a óleo para criar imagens de um super herói longe do estereótipo heróico, imperfeito, atrapalhado, fora de forma e com a idade um pouco acima do esperado.

O artista cria suas pinturas cheias de energia e vida, com um humor irônico e um detalhamento impressionante. Vejam algumas das desventuras deste super herói meio velho e que se veste de azul-Super-Homem e tem como símbolo uma caveira à la Justiceiro:

andreas englund pintura super herói atrapalhado imperfeito divertido

No meio do vôo, se aliviando urinando (isso é o que eu chamo de chuva dourada).

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Quem não se atrapalha um pouco com as compras?

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Sentado todo prosa.

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Com medo vendo um filme de terror.

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Tirando fotos voando. O lado bom de voar é poder exercitar aquele seu fetiche voyeur.

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Fazendo força pra abrir um vidro de geleia.

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Estrangulando.

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Problemas no alto.

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Luta.

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Heróis também encaram o dentista.

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Lutando contra um polvo gigante, se enroscado nos tentáculos.

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Desde criança (montado no cachorro).

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Essa laranja deve estar azeda.

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Engasgado no jantar de gala.

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O artista e a sua obra em progresso.

Imagens via site de Andreas Englund, onde você pode ver as imagens em tamanho maior. Dica via Empty Kingdom.
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