2011-02-28

Natsumi Hayashi, a garota que levita

Natsumi Hayashi vive em Tóquio, com seus dois gatos. Fotógrafa, ela basicamente tira fotos de duas coisas: seus gatos e autorretratos em que ela parece estar levitando.

Uma ideia simples, mas muito bacana. Seja no meio de um grande público, seja em locais mais vazios, seja fazendo coisas do dia a dia (como abrindo uma caixa de correio ou levando compras), ou seja fazendo poses, as fotos são bem criativas.

Veja as fotos e sinta, talvez assim, o seu dia ficar mais leve.






























Imagens do blog de Natsumi Hayashi (onde tem muito mais). Dica via Empty Kingdom.

O aumento de salário - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 28/02/2011, sobre o processo de aumento salarial em grandes empresas com processos definidos.

Áudio original disponível no site da CBN (link aqui). E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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O aumento de salário

aumento de salário
Nosso tema de hoje é o aumento de salário. Um ouvinte escreve para dizer que trabalha numa grande empresa, muito boa e coisa e tal, mas reclama que o chefe já lhe prometeu três vezes um aumento, e até agora, nada.

Vamos à explicação.

Toda e qualquer empresa possui um processo para a concessão de reajustes salariais. Pode ser o processo mais informal possível, tipo uma empresa bem pequena na qual o dono acompanha pessoalmente o desempenho de cada funcionário e a qualquer momento pode premiar aqueles que ele acha que devem ser premiados.

Ou então o processo pode ser formal, com avaliações de desempenho anuais e enquadramentos dos mais bem avaliados, em faixas salariais pré-definidas.

A principal diferença entre esses dois processos é que no primeiro tudo depende da vontade de uma só pessoa. E no segundo a solicitação precisa passar por três ou quatro níveis.

Nosso ouvinte trabalha numa empresa organizada, com processos bem definidos. Olhando pelo lado bom, isso dificulta injustiças, como por exemplo, alguém receber um aumento sem merecer. Olhando pelo lado não tão bom, processos definidos engessam as decisões. Se a avaliação anual é feita em outubro, muito dificilmente alguém receberá um aumento em março.

Casos excepcionais são levados pelo chefe ao gerente, que leva ao diretor, que fala com o presidente, ou apresenta a situação a um comitê de remuneração. Esse comitê avaliará o impacto que esse aumento poderá causar nos colegas do mesmo setor ou de outros setores. E quase sempre decide que é melhor perder um funcionário do que segurá-lo e ter problema com vários outros.

O nosso ouvinte trabalha numa empresa assim: grande, organizada, cheia de processos. O chefe de nosso ouvinte é bem intencionado e deve ter encaminhado o pedido de aumento. Mas as pessoas que de fato tomarão a decisão, talvez nem saibam que é o nosso ouvinte. Elas irão avaliar a função, o salário pago por ela e compará-lo com o mercado está pagando.

Por tudo isso, o chefe direto do nosso ouvinte não poderia fazer promessas, já que não tem o poder para cumprí-las.

O que o nosso ouvinte pode fazer é conseguir uma proposta melhor. Se ele de fato ganha menos do que vale, a proposta aparecerá. E aí o nosso ouvinte poderá sair ou negociar a permanência. Em grandes empresas, é isso que destrava processos e força quem pode tomar a decisão final a decidir mais rapidamente.

Max Gehringer, para CBN.

2011-02-25

Amanda Seyfried em ensaio para revista Interview

Eu admito que nem sou um grande fã da atriz Amanda Seyfried (que tem como característica marcante os grandes olhos), mas como gostei da primeira foto abaixo, resolvi postar o ensaio fotográfico. Ensaio este que mostra Amanda nem tão sensual como em O Preço da Traição, nem tão meiga quanto Cartas para Julieta.

amanda seyfried ensaio fotográfico interview magazine

amanda seyfried ensaio fotográfico interview magazine

amanda seyfried ensaio fotográfico interview magazine

amanda seyfried ensaio fotográfico interview magazine

amanda seyfried ensaio fotográfico interview magazine

amanda seyfried ensaio fotográfico interview magazine

amanda seyfried ensaio fotográfico interview magazine

amanda seyfried ensaio fotográfico interview magazine

Via Fashion Gone Rogue, onde tem imagens em maior resolução.

'Como devo proceder ao ser demitido?' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 25/02/2011, sobre o que fazer ao receber a notícia da demissão.

Áudio original disponível no site da CBN (link aqui). E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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'Como devo proceder ao ser demitido?'

depressão demitida
"Como devo proceder ao ser demitido?", pergunta um ouvinte que explica a sua situação. "Confidencialmente", diz ele, "através de uma pessoa que trabalha na área de administração, chegou a meus ouvidos que estou para ser dispensado. Não sei ainda o motivo. Não tenho ouvido críticas ao meu trabalho, não sou casca-grossa com os colegas e nunca discuti com o meu chefe. Sei que a minha situação não é nada confortável, mas pelo menos, ao contrário da maioria das pessoas que é dispensada e só fica sabendo no ato, eu pelo menos vou poder me preparar. Então pergunto qual deveria ser o meu comportamento na hora de receber a notícia."

Bom, normalmente a reação do demitido tem muito a ver com a maneira como a comunicação é feita. Nem todo chefe tem sangue frio para dar a notícia de modo impessoal, sem nenhuma emoção. Sem se dar conta, o chefe ou sobe ou baixa o tom de voz. E isso sempre influi na maneira como o demitido reage. Existem chefes que pelo menos preparam um discurso, e se municiam de dados para explicar as razões da demissão, enquanto outros falam o mais rápido possível para se livrar do problema, sem levar em conta de que o problema do demitido é muito maior.

Então, cada caso é um caso. O que eu posso lhe sugerir é que você tente receber a notícia profissionalmente, uma vez que a decisão já estará tomada. Ouça sem interromper, respire fundo, pegue uma folha de papel e sem se alterar, pergunte ao seu chefe o que fez de errado, para que não cometa o mesmo erro no próximo emprego. Anote tudo o que ele falar. Se ele enrolar, mencionando motivos vagos, não se perturbe, anote a enrolação. Quando ele terminar, pergunte se seria possível a empresa estender a sua assistência médica por mais seis meses. Há empresas que fazem isso quando o demitido solicita. Pergunte também se seria possível seu chefe lhe conseguir uma carta de recomendação. Talvez a resposta seja negativa, mas não custa nada pedir. E por fim, agradeça pelas oportunidades que lhe foram dadas, não se desculpe, nem tente explicar nada.

Ao sair com classe, você deixa quem tomou a decisão com a pulga atrás da orelha. Se você soltar os cachorros e ficar disparando acusações, passará a impressão de que a decisão estava correta. Eu sei que não é fácil sair sem se exaltar, mas pensando no futuro, vale a pena você tentar.

Max Gehringer, para CBN.

2011-02-24

Zumbis detestam fast food

Porque zumbis detestam fast food. E quase paradoxalmente, não gostam também de comida saudável. ;)

zumbis detestam fast food

Ilustração de camiseta nerd da SnorgTees.

Desconto para contribuição sindical nem sempre é obrigatório - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 24/02/2011, sobre como quem paga o sindicato de classe não precisa pagar o um dia de trabalho em março na contribuição sindical.

Áudio original disponível no site da CBN (link aqui). E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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Desconto para contribuição sindical nem sempre é obrigatório

contribuição sindical
O comentário desta segunda-feira sobre a contribuição sindical obrigatória através do desconto de um dia de salário no mês de março gerou uma bela quantidade de mensagens de ouvintes.

A quase totalidade escreveu para dizer que paga a anuidade do sindicato de classe a que pertence. E que consultou a área de recursos humanos sobre a não dedução do dia de trabalho para o sindicato da categoria a que a empresa pertence. Para deixar mais claro, digamos que um engenheiro que paga a anuidade do sindicato de engenharia, trabalha numa empresa ligada ao sindicato dos metalúrgicos. Consultadas, as áreas de recursos humanos, segundo os nossos ouvintes, responderam que o desconto de um dia é obrigatório para todos os empregados, sem exceção.

Uma simples consulta a alguns sites deixa claro que não é bem assim. Por exemplo, o site oficial do Sindicato dos Engenheiros de Minas Gerais, diz o seguinte:

"O imposto sindical para engenheiros deve ser pago até o último dia de fevereiro e uma cópia da guia quitada deve apresentada ao departamento pessoal da empresa, evitando o desconto de um dia de salário no mês de março."

Outro site, o do Conselho Regional de Administração de São Paulo, é ainda mais enfático:

"O Conselho lembra aos responsáveis pelas áreas de Recursos Humanos que os administradores têm o direito, por lei, de optar pelo recolhimento em favor do sindicato da categoria, no caso o Sindicato dos Administradores no Estado de São Paulo (Saesp). Quem fizer essa escolha deverá encaminhar à empresa uma Declaração de Opção e uma cópia do boleto. A medida evita o desconto de um dia de salário no mês de março."

Também os advogados que pagam a contribuição anual à Ordem dos Advogados do Brasil, estão isentos do pagamento da contribuição sindical.

Porém, tudo isso somente é válido para quem está registrado com a mesma atividade para a qual é habilitado. Não vale, por exemplo, para o engenheiro que atue em vendas, o jornalista que trabalhe como bancário, ou a psicóloga que esteja na área financeira. Então, primeiro é preciso saber o que está na Carteira Profissional e no contrato de trabalho.

Apenas o fato de ser diplomado e de pagar o sindicato da classe profissional, não elimina a dedução da contribuição sindical em março.

Max Gehringer, para CBN.

2011-02-23

Zumbis também amam - Caindo de Amor

Caindo de Amor é o novo vídeo dos insanos Anões em Chamas. Uma comovente história de amor entre uma moça e um zumbi.



Uma das melhores paródias de Crepúsculo que já vi.

Barba, cabelo e bigode em stop motion [Animação]

Adam Fisher, um cabeludo e barbudo (e animador!), aproveitou que ia mudar o visual e fez uma fantástica animação em stop motion do seu próprio rosto.



Muito legal, não?

Via Omedi.

Propaganda da camisinha Okamoto ultrafina de apenas 0.003

As camisinhas Okamoto da linha 003 Platinum podem não serem nem as camisinhas mais finas do mundo, nem terem a mais lírica propaganda de camisinha em vídeo, mas não pode-se dizer que as suas propagandas não sejam bacanas.

Brincando com o tamanho (!) da espessura da camisinha (.003), as propagandas rearranjam esses caracteres formando desenhos que têm tudo a ver com prazer e sexo.

Ou não, eu só vejo números:

propaganda camisinha caracteres .003 okamoto

propaganda camisinha caracteres .003 okamoto

propaganda camisinha caracteres .003 okamoto

Ok, eu admito que tive mesmo dificuldade é pra ver os números, hahaha.

Via I believe in Advertising.

'Minha noiva viaja muito a trabalho e não acho isso normal' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 23/02/2011, sobre um ouvinte que sente ciúmes da noiva que viaja muito a trabalho.

Áudio original disponível no site da CBN (link aqui). E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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'Minha noiva viaja muito a trabalho e não acho isso normal'

homem ciumento
A consulta de hoje é uma preocupação que muito homem tem, mas raramente diz publicamente que tem, como fez o nosso ouvinte. Ele explica: "A minha noiva trabalha numa multinacional como secretária. E constantemente é escalada para acompanhar a diretoria em convenções ou reuniões em outros estados. Pelo pouco conhecimento que tenho da profissão de secretária, isso não me parece normal."

Muito bem. Começando pela parte profissional, isso talvez ainda não seja normal em muitas empresas, mas está ficando comum em empresas de grande porte. Não só no caso de secretárias, mas também de assistentes de marketing, vendas, recursos humanos e outras áreas.

O interessante é que durante décadas, esposas e namoradas reclamavam quando seus companheiros diziam que tinham que viajar a serviço e eles pacientemente explicavam que as viagens eram uma necessidade, e não uma oportunidade para se divertir. Com a ascensão das mulheres no mercado de trabalho, a mesma situação começou ocorrer, só que agora com papéis invertidos.

E se parecia que o destino das mulheres de antigamente seria o de ficar em casa choramingando e lamentando a ausência de seus amados, os homens, hoje, não parecem aceitar com a mesma facilidade que as suas namoradas ou esposas passem três ou quatro dias numa convenção num resort na Bahia, ou numa reunião gerencial em outro estado.

Mas no fim, a explicação é a mesma que sempre foi: ciúme. Se o homem ficar imaginando o que a mulher possa estar fazendo, e com quem, e na volta cobrar explicações detalhadas, a única saída possível para a mulher seria regredir à era das prendas domésticas, e dizer que dali em diante ela abrirá mão da carreira.

Minha sugestão é prática. Ou confia ou desiste. Se é ciúme, é porque existe amor, como cantava o Deny e Dino, em meados do século passado. Mas neste século, não é recomendável que homem ciumento se amarre em mulher talentosa que tenha grandes ambições profissionais. E vice-versa.

Max Gehringer, para CBN.

2011-02-22

As mulheres digitais de Justin Maller

Justin Maller é um ilustrador e diretor de arte residente na Austrália. Nessas imagens que separei, o seu processo consiste em não só retocar as imagens femininas, mas criar ilustrações em cima delas, criando mulheres verdadeiramente digitais:

mulheres digitais justin maller

mulheres digitais justin maller



mulheres digitais justin maller

mulheres digitais justin maller

mulheres digitais justin maller



mulheres digitais justin maller

mulheres digitais justin maller

Imagens via site de Justin Maller (onde tem imagens em maior resolução).

'Estou me sentindo acomodado na carreira' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 22/02/2011, sobre acomodação na carreira.

Áudio original disponível no site da CBN (link aqui). E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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'Estou me sentindo acomodado na carreira'

estátua trabalhador negócios
Um ouvinte escreve para dizer que fez uma avaliação de sua carreira e concluiu que está acomodado. "Tenho 29 anos e estou fazendo a mesma coisa há cinco anos", escreve ele. "Durante esse tempo, não estudei e não fui atrás de oportunidades, dentro ou fora da empresa. Agora, toda vez que chega um novo funcionário, cheio de gás, eu percebo que a minha acomodação ainda não me faz correr algum grande risco, mas não sei por quanto tempo isso irá durar.

Estou bem, estou tranquilo, não tenho problemas de relacionamento, não tenho dívidas, mas os meus superiores me enxergam como o funcionário legal e prestativo que treina os recém-chegados e ajuda a todo mundo. Meu chefe já me falou que está satisfeito comigo, mas ele nunca me disse que posso ser algo além do que já sou. Minha dúvida é a seguinte: seria conveniente eu mudar de emprego para não ser apanhado de calças curtas, daqui a alguns anos?"


Vamos lá. De fato, o nosso ouvinte corre o risco de virar parte da paisagem. Quem faz todo dia o mesmo trajeto para o trabalho, já decorou os lugares por onde passa: a mesma padaria, o mesmo posto de gasolina, a mesma pracinha. Parece que essas coisas sempre estiveram ali e sempre estarão. Ninguém para para pensar que a padaria está precisando de uma pintura, ou a pracinha de mais cuidado, ou o posto de um luminoso mais chamativo.

Essa é também a síndrome do funcionário-paisagem. Os colegas que passam por ele todos os dias sabem que ele sempre esteve ali e sempre estará, e portanto, já não precisa mais de qualquer atenção especial. E quanto mais o tempo passa, mais imóvel ele parecerá, e mais integrado à paisagem.

O nosso ouvinte deve começar a mudança por ele mesmo, conversando com o chefe, pedindo uma oportunidade que pode ser uma transferência para outro setor. Ao mesmo tempo, ele pode se matricular em algum curso de aperfeiçoamento, tanto pelo curso quanto pelas pessoas que ele poderá conhecer.

O que eu sugiro que o nosso ouvinte não faça é aceitar a primeira proposta que apareça para trocar de emprego. O primeiro passo, que é reconhecer a acomodação, ele já deu. Mas o segundo passo não precisa ser um salto no escuro no mercado de trabalho. Ser acomodado não é bom, mas ser descuidado pode ser pior.

Max Gehringer, para CBN.

2011-02-21

A contribuição sindical obrigatória - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 21/02/2011, com respostas de dúvidas sobre a contribuição sindical obrigatória anual.

Áudio original disponível no site da CBN (link aqui). E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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A contribuição sindical obrigatória

pagamento contribuição sindical
Vamos voltar a um tema que já foi comentado, porque agora é a hora: a contribuição sindical obrigatória por lei. No mês de março haverá o desconto de um dia de trabalho, e esse valor será repassado às representações sindicais.

Só existe uma maneira de evitar esse desconto: é pagando a anuidade da categoria profissional. Por exemplo, um engenheiro, um advogado, um administrador que estejam registrados em seus respectivos órgãos de classe, devem apresentar, até o dia 28 de fevereiro ao setor de pessoal da empresa, o comprovante de que esse pagamento for feito. Se nenhum comprovante for apresentado, a empresa fará o desconto de um dia de salário em março.

Os prestadores autônomos de serviço, chamados de PJ, também estão obrigados ao recolhimento.

A primeira dúvida que sempre aparece é a dos trabalhadores que não são sindicalizados. Eles também são obrigados ao pagamento? Sim, associar-se a um sindicato é uma decisão de cada um, quem não quiser, não se associa. Tanto que atualmente, cerca de 80% dos empregados não são formalmente associados a nenhum sindicato. Mas o pagamento da contribuição sindical não leva isso em conta. A contribuição é um tributo federal instituído em 1940, e não faz distinção entre sindicalizados ou não.

E o que acontece com quem não paga? A mesma coisa que acontece com quem deixa de pagar qualquer imposto. Além da cobrança judicial acrescida de multa, pode haver a suspensão do direito ao exercício profissional.

E para onde vai o dinheiro? O bolo, estimado em 500 milhões de reais, é dividido entre o sindicato, que fica com 60% do valor, a confederação nacional da categoria e o Ministério do Trabalho.

E o que é feito com o dinheiro? Os sindicatos não são legalmente obrigados a dizer como o dinheiro foi empregado. Os que prestam conta ao público fazem isso espontaneamente.

E a última pergunta é de sempre: é justo descontar um dia de trabalho de quem nunca precisou do sindicato? Essa é a resposta mais simples, embora não seja a mais fácil de digerir. O conceito que cada pessoa possa ter sobre o que é, ou não é justo, pode e deve ser usado para argumentar e tentar mudar a situação. Mas enquanto houver uma lei em vigor, ela não pode deixar de ser cumprida.

Max Gehringer, para CBN.

2011-02-20

Filme: Besouro Verde

Talvez tenha sido o calor, mas em certo momento da projeção de Besouro Verde (ou The Green Hornet, no original), eu comecei a pensar como seria bom se estivesse com uma cerveja bem gelada na minha mão. Tirando esse momento de inspiração Homer Simpson, até que não seria má ideia ter entrado na sessão já "calibrado", pois assim o filme teria ficado muito mais divertido. Não que Besouro Verde seja um filme ruim, mas também não é um filme bom. Apenas médio, tendendo um pouco para o medíocre, o que não quer dizer que não dê para soltar umas risadas com ele (ou dele).

filme besouro verde poster cartaz

Seth Rogen é Britt Reid, filho do dono do jornal mais respeitado de Los Angeles, o jornalista Tom Reid (Tom Wilkinson). Quando este morre e deixa a sua empresa de notícias para Britt, o herdeiro boa vida tem que decidir o rumo da sua vida, se continua a viver apenas com festas, mulheres e bebida, ou fazer algo mais. É quando ele também conhece Kato, ex-mecânico e barista de seu pai, que além de ser ótimo em montar máquinas é também especialista em artes marciais. Depois de acidentalmente salvarem um casal de um assalto, decidem se tornar heróis. Mas heróis diferentes, fingindo-se de bandidos para conseguir chegar perto e pegar os verdadeiros bandidos. (Bem, se soa estúpido, é porque é meio estúpido mesmo.)

filme besouro verde

E eles encontram o verdadeiro bandido no chefão do crime de LA, Chudnofsky (Christoph Waltz), um gângster com uma certa crise de identidade, cuja maior motivação é meter medo nas pessoas. Mas do lado dos heróis também está Lenore Case (Cameron Diaz), secretária de Britt e especialista em jornalismo e criminologia, que como interesse romântico dos dois protagonistas, será motivo de briga entre os dois, mas no final você sabe que tudo volta ao normal.

Besouro Verde é um filme muito caricato. O desenvolvimento de personagens é precário, e quando existe, é pra encaixar um clichê, como quando os dois heróis se desentendem por causa da mocinha de Diaz. Quem melhor se sai nesse clima de caricatura é Christoph Waltz, que parece fazer um Coronel Hans Landa mais suave, mais adequado para o filme, sem se esforçar muito. Seth Rogen se sai bem nas diversas cenas cômicas, mas quando o roteiro exige algo mais (em termos de ação ou de drama), não convence. Cameron Diaz faz mais uma vez o papel de mocinha, num papel que não exige muito. Aliás, em matéria de pontas/participações, o filme é pródigo. Temos desde James Franco como um dono de boate/clube, até o eterno capitão da Galactica Edward James Olmos como editor do jornal de Britt, passando por um quase irreconhecível Edward Furlong (o moleque de Terminator 2), como dono de um laboratório de anfetaminas.

filme besouro verde

Jay Chou até se mostra convincente como Kato, mas no geral, as cenas de ação que ele protagoniza, não empolgam. Os efeitos especiais nessas cenas mais atrapalham do que ajudam a coreografia das lutas de Chou, fazendo com que as lutas pareçam engessadas demais. Fora a desnecessária e esquisita cena em que os carros se multiplicam pra dar um efeito de "esticamento" de tempo/espaço.

E não são apenas nas cenas de lutas que a ação é meio capenga. A sequência em que a dupla de heróis se encontra pela primeira vez com o vilão é terrível. Ela até começa bem, mas quando os heróis começam a fugir, mais parece um filme estilo Trapalhões. O corte entre as cenas é mal feito, dando a impressão de que não se trata de uma sequência de eventos, mas várias cenas jogadas com os dois heróis em fuga.

filme besouro verde

Assisti a versão 3D de Besouro Verde, e posso dizer com toda convicção que o 3D não faz a mínima diferença. Não que ele seja inexistente como em O Último Mestre do Ar, mas o 3D é tão pouco usado como recurso narrativo que não faz muita diferença, sendo evidente apenas em momentos já clichês do 3D, como cinzas caindo ou alguma outra explosão. Aliás, em determinadas cenas, o 3D até causa certa confusão, como em algumas cenas que se passam no escritório de Britt. Nessas cenas, o sofá sobressai do resto do cenário, sem nenhuma razão aparente, desviando a atenção do que realmente importante se passa na cena, que são apenas os diálogos entre os personagens ali presentes.

filme besouro verde

O diretor Michel Gondry, que dirigiu um de meus filmes favoritos, Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças, não conseguiu repetir aqui o mesmo êxito. Besouro Verde até consegue arrancar algumas boas risadas, mas não é nada memorável. Aliás, se escrevo esse texto no mesmo dia em que vi o filme, é porque daqui a alguns dias as memórias dele já devem ter desaparecido. Exatamente o oposto de Brilho Eterno, e muito mais parecido com os efeitos de alguma(s) cervejinha(s).

Trailer:



Para saber mais: crítica no Omelete.

P.S. Sim, escrevi esse texto depois de beber uma cerveja.

Constance Jablonski em fotos preto e branco por Cédric Buchet

Assim como o ensaio de Constance Jablonski usando óculos que postei semana passada, neste ensaio, mais antigo (de maio de 2010), Constance Jablonski é mais uma vez fotografada pela lente do fotógrafo Cédric Buchet. Desta vez o ensaio é para a revista i-D, em imagens preto e branco, que se não são tão sensuais quanto o ensaio anterior, são com certeza tão belas.

(E tem até um sutiã que lembra muito o sutiã-broca deste filme pirado japonês.)

constance jablonski modelo preto e branco ensaio

constance jablonski modelo preto e branco ensaio

constance jablonski modelo preto e branco ensaio

constance jablonski modelo preto e branco ensaio

constance jablonski modelo preto e branco ensaio

constance jablonski modelo preto e branco ensaio

constance jablonski modelo preto e branco ensaio

constance jablonski modelo preto e branco ensaio

constance jablonski modelo preto e branco ensaio

De qualquer jeito, linda!

Via Fashion Gone Rogue (onde tem imagens em maior resolução).
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