2009-09-30

Caindo de sono

E hoje não tem mais post, porque eu também estou caindo...

gatos,sono,dormir

Que sono... z_z

Imagem enviada pela Ci, do Push.

Imaginando a aproximação

Se as mulheres soubessem o quanto é complicado pra certos homens chegarem nelas, elas dariam uma forcinha.

relacionamentos,xkcd,blog

E no final, todos acabaram sozinhos e infelizes.

Eu acho realmente complicado isso de chegar e puxar uma conversa.

Tirinha original do XKCD.

Recesso remunerado durante estágio - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 30/09/2009, sobre os direitos do estagiário ao recesso remunerado.

Áudio original disponível no site da CBN (link aqui). E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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Recesso remunerado durante estágio

estagiários
A consulta de hoje é sobre estágios. E eu quero começar confessando que a resposta que eu iria dar por minha própria conta, estaria errada. Ainda bem que eu resolvi consultar quem sabe.

É o seguinte: um ouvinte assinou um contrato de estágio. Ou, como se diz em letra de forma, um termo de compromisso de estágio. A validade era de 6 meses, que poderiam ser prorrogados por mais 6. Mas a empresa decidiu não prorrogar e comunicou ao nosso jovem ouvinte, que o contrato seria encerrado.

E aí vem a dúvida. O nosso ouvinte escreve: "A lei diz que um estagiário tem direito a férias de 30 dias a cada 12 meses de estágio. Gostaria de saber se tenho direito a receber férias proporcionais, no caso, de 15 dias."

A resposta é dada pelo Instituto Via de Acesso, entidade sem fins lucrativos, que facilita contatos entre jovens que procuram estágio e empresas que procuram estagiários.

A lei do estágio não fala em férias, mas em recesso remunerado. Ao encerramento do contrato de estágio, a data de rescisão deve incluir o período de recesso. No caso do nosso jovem ouvinte, o contrato será encerrado com 6 meses e 15 dias. E portanto ele receberá o valor proporcional do recesso.

Eu disse no começo que iria errar na resposta, porque conheço estagiários que sairam antes do término do contrato e não receberam essa mini-indenização. Ou então receberam e nem perceberam, já que pouca gente lê o que está escrito nos papéis que assina.

Eu gostaria de sugerir aos estagiários, presentes e futuros, que acessem o site do Instituto Via de Acesso. Ele traz muitas informações sobre a lei 11.788, que regula as relações entre empresas e estagiários. Sei, por exemplo, da existência de estagiários que estão trabalhando 10 horas por dia, o que é vedado pela lei.

Normalmente, o jovem que consegue um estágio fica tão satisfeito, que cumpre tudo o que a empresa determinar, sem se preocupar em conhecer e entender os seus direitos. O estagiário não precisa reclamar diretamente com a empresa, correndo o risco de se queimar. Mas pode reclamar através de sua escola, que é parte integrante e interessada do contrato de estágio, e deve zelar pelo seu cumprimento.

Max Gehringer, para CBN.

2009-09-29

Beijo preto e branco

Literalmente.

beijo,preto,branco

Imagem legal, não?

Essas imagens de beijos sempre me lembram a música do Sixpence None the Richer, Kiss me...

Prostituição nas colunas sociais - by Arnaldo Jabor

Transcrição do comentário do Arnaldo Jabor para a rádio CBN, do dia 29/09/2009, sobre as prostitutas que ele conheceu. E eu tenho a mesma opinião dele.

Áudio original disponível no site da CBN (link aqui). E se você quiser ler os comentários anteriores do Arnaldo Jabor, publicados aqui, basta clicar neste link.

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Prostituição nas colunas sociais

prostitutas
Amigos ouvintes, neste filme que acabei de fazer, "A Suprema Felicidade", que está em fase de edição, eu conheci muitas moças chamadas de prostitutas. Conheci muitas prostitutas, não no sentido bíblico, tradicional, não na cama. Mas como atrizes, como trabalhadoras no filme.

Eu filmei com mais de 70 moças da vida, como se dizia antigamente, e vi como são pessoas dignas, esforçadas e corajosas. Principalmente corajosas.

Desde 2002, o Ministério do Trabalho reconhece a prostituição como profissão informal, mas sem direitos trabalhistas, apenas reconhece. Assim permanece no código penal, a prostituição como uma chaga, um pecado que escandaliza as famílias.

Só que as prostitutas brasileiras se organizam cada vez mais. Se organizam para que sejam reconhecidas como cidadãs, pessoas comuns que trabalham para comer. Em geral, elas têm sempre a mesma história de vida. Lindas mulheres, que nasceram na miséria, na falta de educação e têm que se virar para viver.

Já existem muitas associações de prostitutas no país, que formam a rede brasileira. A declaração de uma das líderes é fantasticamente clara: "Não somos criminosos nem vendemos nossos corpos. Prestamos um serviço." É verdade. A chamada mais antiga das profissões é uma espécie de válvula de escape, para a sexualidade reprimida da sociedade, toda baseada no recalque do desejo. De certa forma, até hoje muitas famílias se mantém unidas, por causa das prostitutas que os maridos infelizes frequentam.

As prostitutas se unem a outros movimentos libertários, como dos gays, das feministas, dos atores populares e até de catadores de papel. A melhor maneira de ajudar as prostitutas não é ampará-las com caridade, assistência ou compaixão. É dar a elas direitos, a chance de serem cidadãs.

No Brasil, prostitutas de verdade estão sendo ameaçadas por prostitutas informais, disfarçadas. Que não cobram direta e honestamente os seus serviços, mas que vivem de pilhar, de arrancar dinheiro de namorados e até de maridos. Eu conheço no mínimo umas 50, e todas estão nas colunas sociais.

Se o chefe não puder ser um amigo, também não deve ser um inimigo - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 29/09/2009, sobre amizade com o chefe.

Áudio original disponível no site da CBN (link aqui). E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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Se o chefe não puder ser um amigo, também não deve ser um inimigo

the office michael e jim
Muitas questões que me chegam descrevem um problema atroz, vivido no trabalho, e terminam com uma crítica feroz ao chefe, que não faz nada a respeito.

Uma coisa que eu aprendi é que costumeiramente, nós só falamos com nossos chefes quando temos uma situação mal resolvida. Se a carreira é uma jornada, e se toda jornada necessita de um ou mais guias, o chefe direto é o guia mais próximo. Mesmo que o subordinado ache que o seu chefe é o pior guia do mundo, isso não altera o panorama.

Um ouvinte, por exemplo, escreveu reclamando que o chefe dele disse que ia pensar sobre uma solicitação, e depois passou meses se fingindo de morto. Outro ouvinte reclamou que o chefe dele é tão insensível, que interrompeu a conversa no primeiro minuto e mandou nosso ouvinte trabalhar mais e falar menos.

O que os dois ouvintes aprenderam com isso? Que eles não souberam antever as reações de seus chefes. Isso só se consegue conversando muito com o chefe, sempre pedindo a ele sugestões e conselhos, e sem que dessas conversas precise sair alguma decisão prática. Se o chefe somente for abordado ou confrontado num momento de emergência, acontece o que nossos ouvintes sentiram na pele: frustração.

Mas também tem o outro lado. Muitos chefes já me escreveram para reclamar que seus subordinados não entendem que o poder de um chefe é limitado. E que empresas possuem regras que cabe ao chefe defender, concordando ou não, com elas. Eu assino embaixo.

Chefes são seres humanos normais, que por acaso carregam um título provisório de hierarquia. Chefes são pessoas comuns, com um mandato temporário, de liderança sobre uma equipe. Subordinados, se quiserem ter o apoio do chefe, precisam a aprender a enxergar as situações, pelo ponto de vista do chefe.

Pelo menos, por um motivo. Um chefe tem um poder limitado para influir positivamente na carreira de um subordinado. Mas tem um poder muito maior se quiser influir negativamente.

Por isso, se não for possível ao subordinado, ter no chefe um amigo, no mínimo não deve tê-lo como inimigo. Quem já atingiu esse ponto de desentendimento mútuo, não precisa procurar mais defeitos no chefe. Precisa começar a procurar outro chefe.

Max Gehringer, para CBN.

2009-09-28

Mais um lip dub genial - I gotta feeling

Antes de mais nada, explicando: lip dubs são aqueles vídeos em que o(s) sujeito(s) "dublam" a música, sincronizando os lábios (lips) com o que está sendo tocado.

Enquanto que por aqui, neste nosso maravilhoso pais tropical de terceiro mundo, na primeira semana de aulas das faculdades, o povo calouro leva ovo na cabeça, banho de lama e ficam nos semáforos pedindo uma esmolinha pros veteranos encherem a cara depois, lá no Canadá, os alunos da Universidade de Quebec e Montreal (UQAM) resolveram fazer algo diferente. Eles fizeram um gigantesco lip dub, envolvendo 172 estudantes

A música escolhida foi I Gotta Feeling, do Black Eyed Peas, e se tornou um grande viral na rede, inclusive sendo matéria na CNN.

Assistam, é genial! Tudo em um único take.



Letra e tradução no site do Terra (porque estou com preguiça de colocar aqui).

O estilo do vídeo lembra o lip dub do Flagpole Sitta do Harvey Danger, feito há uns dois anos por uns amigos de escritório (dentre os escritórios, está o do College Humor). Na época eu até fiz um post com esse vídeo. Vale a pena conferir se você ainda não conhece. Vai ele de novo, aqui embaixo:

Lip Dub - Flagpole Sitta by Harvey Danger from amandalynferri on Vimeo.


Letra e tradução no site do Terra.

E pra terminar, MAZEL TOV! (E não, eu não sou judeu.)

Comichão e Coçadinha reais

Como grande fã dos Simpsons, não podia deixar de passar essa imagem do Itchy e Scratchy.

simpsons,itchy,scratchy

Mais conhecidos por aqui como Comichão e Coçadinha. =D

Sucesso e felicidade: cada um define conforme o próprio entendimento - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 28/09/2009, sobre os comentários que o comentário sobre o ouvinte feliz recebeu.

Áudio original disponível no site da CBN (link aqui). E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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Sucesso e felicidade: cada um define conforme o próprio entendimento

dinheiro tempo chave sucesso
Ocasionalmente, um comentário meu acerta na veia. Foi o que ocorreu com o comentário do "ouvinte feliz", que fiz na semana passada. O influxo de mensagens de ouvintes foi anormalmente grande, o que me deixa feliz, tanto pelo número de opiniões, quanto pela possibilidade de poder usar a palavra influxo.

Para quem perdeu o comentário, ele nada mais foi do que a simples leitura da carta de um ouvinte que não está nem aí com cargo, título, poder, dinheiro, prestígio, fama, e outros chamarizes tão caros a quem possui muitas e grandes ambições profissionais.

O que mais me chamou a atenção é que nenhuma das mensagens veio de alguém que se sente infeliz no trabalho. Só gente feliz escreveu.

Perto de 90% das mensagens vieram de ouvintes concordando que a vida corporativa é mesmo uma máquina de moer carne e cérebro. São pessoas que, assim como o ouvinte feliz, optaram por uma vida tranquila, dentro das possibilidades financeiras que um emprego normal, de 8 horas diárias, pode proporcionar.

São pessoas cujos sonhos não dizem respeito a ganhar mais para ter mais. Os seus sonhos são idílicos: a alegria de conviver com a família e amigos, uma visão muito positiva da vida, e um distanciamento sem culpa, dos objetos cuja posse é sinônimo de status social, como carrões ou geringonças tecnológicas de última geração.

Mas 10% dos ouvintes que escreveram, pensam diferente. São pessoas que trabalharam e trabalham muito, como empresários ou como empregados. São profissionais que respiram seu trabalho e sua carreira, 18 horas por dia, 7 dias por semana. E que se sentem felizes e realizados por terem chegado aonde bem poucos profissionais chegaram ou chegarão.

Um dos ouvintes até enviou uma alentada lista de suas propriedades, móveis e imóveis, para demostrar que dinheiro, traz, sim, muita felicidade.

Da minha parte, é ótimo saber que existe tanta gente feliz no mercado de trabalho. Mas a conclusão me parece bem básica. Sucesso e felicidade são duas coisas que cada um define por seu próprio juízo.

Quem acorda de manhã, com plena vontade de viver o dia, está em paz com a definição que escolheu. Não importa qual seja o tamanho, nem de sua ambição futura, e nem de sua conta bancária presente.

Max Gehringer, para CBN.

2009-09-27

Superpromoção no Submarino! Economize 90... centavos

Eu estou a fim de comprar o jogo Left4Dead, afinal, tem zumbis e muita artilharia, e bons comentários sobre ele.

Vi nas lojas e o preço padrão é cerca de 99 reais. Esperando encontrar um precinho mais camarada nas lojas virtuais, vou dar uma olhada, e olhe que promoção imperdível encontro no Submarino:

left4dead,zumbi,promoção,submarino

Sim, economize 90 centavos! Considerando o frete, sai mais caro do que se eu for na loja comprar.

2009-09-25

Mendigo honesto

Só pela honestidade, eu pagaria umas brejas pra esse mendigo.

mendigo,mentiras,cerveja,bebidas

Sem mentiras, é pra cerveja!

Carreira em Y não tem a ver com Geração Y - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 25/09/2009, sobre o que é a carreira em Y e o que é a geração Y.

Áudio original disponível no site da CBN (link aqui). E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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Carreira em Y não tem a ver com Geração Y

caminho em Y
Uma consulta curiosa. "Tenho ouvido falar na geração Y e na carreira em Y. Uma coisa tem a ver com a outra?"

Não. É só uma coincidência no uso da letra Y.

A geração Y é a dos jovens que nasceram entre 1980 e 2000. E ganhou esse nome por razões alfabéticas. A geração anterior, a que veio ao mundo nos anos 60 e 70, já havia recebido o nome de geração X.

Como na álgebra o X representa a incógnita, e os jovens que chegaram à adolescência nos anos 70 e 80, eram, na época, uma incógnita para seus pais, que acusavam os filhos de desprezo aos valores seculares, o X foi usado para definir essa geração rebelde e contestadora.

A geração seguinte foi batizada com a letra seguinte, o Y. É a geração atual, dos jovens bem informados, tecnologicamente atualizados, capazes de fazer várias coisas ao mesmo tempo, extremamente questionadores e pouco pacientes para esperar que as coisas aconteçam em seu devido tempo, principalmente na vida profissional. É uma geração muito disposta a trocar de emprego ou a ter o seu próprio negócio.

Evidentemente, no mercado de trabalho, a pressa da geração Y está se chocando com o relativo pragmatismo da geração X, que ainda ocupa os principais cargos nas empresas e não consegue entender como um estagiário pode reclamar de falta de oportunidades, após apenas 3 meses de estágio.

uma carreira em Y é outra coisa. Excelentes profissionais, de qualquer idade, muitas vezes não têm como ascender na carreira, porque não há postos suficientes nos degraus do organograma que estão acima deles. Para não perder esses profissionais, as grandes empresas oferecem a eles melhores condições salariais e mais benefícios, para que eles continuem satisfeitos fazendo o que sabem fazer, e não peçam a conta.

Nas empresas que usam a carreira em Y, a diferença salarial entre um chefe não-Y e um subordinado Y, pode ser uma merreca, não mais que 5%.

Mas somente técnicos altamente especializados, cuja reposição seria complicada e demorada, é que são convidados a se tornar um Y. Funções de fácil reposição, continuam com a carreira em I. Aquela em que um subordinado pede um aumento e o chefe fala: "Iiiiihhh".

Max Gehringer, para CBN.

2009-09-24

Diploma não é atalho para rápida mudança de vida - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 24/09/2009, sobre como um diploma pode mudar a vida de uma pessoa, mas não de maneira tão rápida quanto ela gostaria.

Áudio original disponível no site da CBN (link aqui). E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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Diploma não é atalho para rápida mudança de vida

currículo amassado
Vou tentar responder hoje a 3 consultas. E eu me arriscaria a dizer que milhares de ouvintes podem estar vivendo situações bem parecidas.

A primeira vem de um ouvinte que trabalha na segurança de um edifício. Ele concluiu um curso tecnológico em logística. A segunda, de um frentista que concluiu um curso de informática. E a terceira, de uma recepcionista de um salão de beleza, que concluiu um curso em gestão de recursos humanos. Os três têm entre 26 e 30 anos.

Ansiosos para começar uma carreira na área em que acabaram de se formar, os três reclamam que já enviaram dezenas de currículos para empresas e não receberam uma só resposta.

Eu gostaria de poder dizer, de coração, que empresas deveriam dar uma oportunidade a esses ouvintes, até como forma de incentivo ao esforço que eles fizeram para progredir na vida profissional. Mas lamento dizer que não é assim que as coisas funcionam na prática.

Muito raramente, a primeira pessoa que avalia um currículo é também a pessoa responsável final pela contratação. Essa pessoa apenas faz uma triagem inicial. E nessa triagem, não mais que 5% dos currículos recebidos, vão para um banco de dados. Os outros 95% são descartados. E são bem poucas as empresas que informam a quem enviou um currículo, o destino que foi dado a ele. Não deveria ser assim, mas é.

Os 5% de currículos que recebem mais atenção são aqueles enviados por pretendentes que possuem escolaridade e experiência anterior compatível com a função que pretendem exercer. E é esse segundo ponto que está eliminando nossos três ouvintes. Como regra geral, um profissional consegue um emprego semelhante ao que tinha antes. Não é possível dar um grande salto apenas com um diploma, porque sempre aparecerão candidatos com experiência na função. E a empresa dará preferência a eles.

Minha recomendação é que nossos ouvintes tentem ingressar numa empresa de porte, mas em funções semelhantes as que desempenham hoje, como segurança, almoxarifado ou recepção. Uma vez dentro da empresa, será mais fácil conseguir uma transferência interna para a área desejada, após no mínimo, um ano.

Sei que posso estar desapontando quem vê num diploma, um atalho rápido para mudar de vida. A vida mudará e o esforço para estudar será recompensado. Mas não em curtíssimo prazo.

Max Gehringer, para CBN.

2009-09-23

Nessas horas, cadê o Mário?

Serve o Luigi também. De preferência, com uma flor de fogo na manga.

vegetariana,carnivora,planta,mario,cachorros

Corra cachorrinho, ou a planta carnívora do Mário vai te morder! Ou não.

Nem todos estão preocupados com carreira e sucesso - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 23/09/2009, sobre um ouvinte muito feliz, que não liga pra dinheiro, carreira ou sucesso. Pessoalmente, eu só tenho a dizer: "ignorância é uma benção" - by Cypher.

Áudio original disponível no site da CBN (link aqui). E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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Nem todos estão preocupados com carreira e sucesso

dinheiro e felicidade
Depoimento de um ouvinte feliz. Ele escreve: "eu sempre acreditei naquele ditado, que diz que 'dinheiro não traz felicidade'. Por isso, nunca me preocupei muito com minha carreira profissional. Faço apenas o suficiente para continuar empregado. Através dos anos, fui vendo meus colegas serem promovidos, e minha reação sempre foi bem racional: eles se mataram de trabalhar e mereceram a promoção, e eu nunca vou ser promovido porque não coloco o trabalho como a primeira prioridade de minha vida.

Tenho 31 anos, estou casado há 2 anos, e vivo conforme minhas condições financeiras me permitem, sem fazer loucuras. Meu dia favorito é a segunda-feira. É o dia em que os colegas mais ambiciosos comentam o que fizeram durante o final de semana. E eu percebo que me diverti muito mais do que eles. Eles passaram o dia na internet, e eu, no churrasco. Eles fizeram cursos e eu me diverti contando e ouvindo piadas.

Sei que tudo isso vai contra o que você diz em seus comentários, mas eu só queria deixar claro que existe muita gente que não fica o tempo inteiro pensando em subir na carreira, ou em adquirir fama, sucesso e prestígio."


Caro ouvinte feliz, a sua mensagem é um bálsamo. Talvez o seu testemunho até faça com que muitos ouvintes reconsiderem o peso que estão dando à vida profissional, em detrimento do lazer.

O nosso ouvinte é o terror das agências de propaganda, porque ele parece ser imune aos apelos do consumismo. Ele não precisa praticamente de nenhum dos produtos ou serviços que são insistentemente anunciados na TV. Um carro novo, um apartamento próprio, um celular cheio de truques, um micro porreta, viagens ao exterior, roupas, seguro de vida e previdência, plano de assistência médica, tudo isso custa caro. E só consegue ter quem nasceu rico, ou trabalha muito para conseguir.

O que acontecerá se o nosso ouvinte eventualmente perder o emprego? Certamente ele encontrará outro. E se não conseguir um igual, irá adaptar a sua vida a um salário mais baixo. Mas nem por isso, deixará de se divertir. Maravilha.

Fica então o registro de que dinheiro não traz felicidade e que sucesso na carreira profissional não é importante.

Para quem está desconfiado que não é bem assim, e que dinheiro e felicidade podem coexistir pacificamente, amanhã voltaremos à rotina de nossos comentários.

Max Gehringer, para CBN.

2009-09-22

Poemas - Praça

Baseado em fatos reais. Ou imaginários. Tanto faz.

Praça

Num banco de praça, ao ar livre, sentados,
Ela no colo dele, um casal de namorados,
Trocavam carícias, beijos e abraços.

Do outro lado, um senhor em seu hábito matinal,
De ler sob a velha figueira, o seu jornal,
Ignorava a multidão e seus passos.

E passam pelos bancos, vendedores ambulantes,
Anunciando coisas - pra eles - interessantes,
Indo e vindo como o sangue em uma veia.

O casal apaixonado se separa, beijos e despedidas,
O senhor termina o jornal, já viu toda a vida,
Mas a praça continua como uma teia.

praça xv de novembro florianópolis
Agora uma senhora, bem vestida e arrumada,
Que apesar do ar tenso, vê-se que não apressada,
Tira da bolsa e folheia, uma revista.

Outro casal, de passos lentos e mãos dadas,
Jovens de roupas simples, mas bem arrumadas,
Dividem o sorvete, uma casquinha mista.

Ela dá uma lambida, e depois é dele a vez,
Vão se beijando assim, sem um beijo francês,
E lentamente se afastam da praça.

Uns senhores de idade, barulhentos e animados,
Com seus dominós, altivos e nada cansados,
Brincam e jogam com toda a sua raça.

praça xv de novembro florianópolis
Estes ficarão, por um bom tempo ainda, assim.
E a senhora e a sua revista, já no fim,
Se levanta, se apruma, e vai embora.

Às vezes passam senhores engravatados,
Com suas pastas, ternos e cabelos alinhados.
Estes nunca ficam; vão-se sem demora.

Loiras, morenas, desfilando como numa passarela,
Pela praça, emprestando a sua beleza a ela,
Gostam e sabem que viram assunto.

E assim, com a árvore centenária testemunhando,
Essas curtas histórias de vida, passando,
Deixam a praça, mas a levam junto.

Eis a questão!

Essa camiseta eu quero!

camiseta,simpsons,bebidas,cerveja

Two beer or not two beer!

Homer Simpson é rei!

2009-09-21

Descansando nos peitos

Encosta sua cabecinha nos meus peitos e chora... Ok, a música não é assim, mas quem se importa?

propagandas,divertido,peitos

Me parece um bom travesseiro.

Entrevistador percebe quando ex-chefe tenta prejudicar ou ajudar candidato - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 21/09/2009, sobre se uma ex-empresa pode prejudicar o ex-funcionário num processo de seleção.

Áudio original disponível no site da CBN (link aqui). E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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Entrevistador percebe quando ex-chefe tenta prejudicar ou ajudar candidato

executivo desconfiado
"Após deixar uma empresa na qual trabalhei por 7 anos, comecei a fazer entrevistas visando uma nova colocação", escreve um ouvinte. "Até agora não obtive êxito. E tenho quase certeza de que meu ex-chefe não está dando boas referências sobre mim. O que posso fazer?"

Essa consulta me dá a oportunidade de esclarecer várias coisas. Vamos lá.

Uma empresa só ligaria para a outra empresa, em duas situações: ou o ouvinte colocou no currículo, o nome e o telefone do ex-chefe dele, o que no caso seria um desatino; ou a pessoa que está entrevistando o nosso ouvinte conhece pessoalmente o ex-chefe dele.

Como eu não acredito na primeira hipótese, e a segunda é bem pouco provável, nosso ouvinte está imaginando que o entrevistador telefonaria para a empresa anterior. E pediria para falar com alguém da área de recursos humanos, ou o ex-chefe direto, cujo nome o entrevistador nem sabe, para pedir referências.

Nesse caso, nosso ouvinte pode dormir tranqüilo. Entrevistadores não fazem nada disso. Eles só fazem contatos para pedir referências, quando a vaga é de gerente, diretor ou presidente. Além disso, entrevistadores nunca acreditam piamente em tudo o que um ex-chefe fala sobre um ex-subordinado. Nem quando as referências são ótimas, nem quando são péssimas.

O entrevistador tem inteligência suficiente para perceber quando um ex-chefe está tentando ajudar ou prejudicar um antigo subordinado. Se as referências forem boas demais, ou ruins demais, o entrevistador irá sempre procurar outras opções para descobrir a verdade.

Resumindo, nosso ouvinte está atribuindo unicamente ao ex-chefe, o insucesso nas entrevistas. Se isso fosse verdade, 3 ou 4 entrevistadores já teriam descoberto o telefone do ex-chefe e ligado para ele. A possibilidade de isso ter acontecido é exatamente zero.

Nosso ouvinte não está tendo êxito nas entrevistas porque não consegue se concentrar, por excesso de preocupação com algo que não deveria preocupá-lo. A dica vale também para muitos ouvintes que escrevem para perguntar se uma ex-empresa pode prejudicar um ex-funcionário num processo de seleção. A resposta é não.

Entrevistadores são especialistas em avaliar pessoas. E não precisam da opinião do ex-chefe, porque conseguem extrair a verdade do próprio candidato.

Max Gehringer, para CBN.

2009-09-19

Vida Moderna 2

Tempos modernos são tão estranhos... Será melhor adotar a única saída ou viver um amor light?

adão iturrusgarai,comics,vida,moderna

Enquanto vamos vivendo, eu continuo tomando a minha coca zero. É, a vida moderna não é fácil...

Outra tirinha do Adão Iturrusgarai.

2009-09-18

A única saída pra quem se apaixona

A pessoa se apaixona, fica com os pés nas nuvens, perde o chão, fica sem saber o que fazer, fica praticamente louca. Pra essa pessoa, existe uma saída.

comics,morte,amor

Especialmente se for uma paixão não correspondida.

Conhece o Ryot IRAS? O quadrinho é de lá!

A árvore pênis

Pra não me acusarem de machista (e posteriormente, porque a Sentimental comentou as suas preferências), se ontem eu postei uma imagem de uma árvore vaginal, hoje á a vez da árvore do falo, a.k.a. pênis:

árvore pênis
Literalmente, é um pau duro.

E se você tiver uma mente poluída de verdade, vai quase ver uma cena de vídeo pornô gay vegetal. Ok, nem precisa ter uma mente tão poluída assim...

'Não quero ser chefe' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 18/09/2009, sobre um funcionário que não quer ser chefe.

Áudio original disponível no site da CBN (link aqui). E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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'Não quero ser chefe'

ser chefe
A consulta de hoje vai na contramão da grande maioria das consultas que recebo. Escreve um ouvinte: "Surgiu uma vaga de coordenador na área em que trabalho. Sem me consultar, o meu gerente me indicou como um dos candidatos a ela, e me disse que eu seria o concorrente mais forte, porque estou há 5 anos na empresa, tenho um relacionamento muito bom com meus colegas e meus resultados têm sido consistentes através dos anos.

Naquela noite, pensei muito sobre o assunto e na manhã seguinte, eu disse ao meu gerente que não quero ser coordenador, prefiro permanecer onde estou, fazendo o que gosto. Expliquei a meu gerente que não me sentiria bem, tendo que dar ordens a pessoas que hoje são meus colegas. E ele propôs que eu fizesse um curso de liderança antes de assumir a função. Mas eu disse para ele que essa não era a questão. A questão é que eu não quero ser chefe.

Meu gerente ficou muito surpreso, e mudou o tom da conversa. Reclamou que iria ficar mal com a direção, porque já tinha me indicado e agora teria que retirar a indicação, além de ter que explicar aos superiores que eu não tenho ambições profissionais. Meus colegas, quando souberam do fato, me disseram que eu perdi o juízo. E essa é a minha pergunta: será que eu perdi o juízo?"


Não. Você é uma ilha de sanidade, num oceano de ambições. Profissionais como você não são tão raros como parece. Existe muita gente que prefere continuar fazendo bem, o que faz.

Acontece que toda a literatura sobre carreiras está centrada nos ambiciosos, e ignora os que não querem escalar o organograma. Isso acaba dando a impressão de que gente como nosso ouvinte, está fora da realidade, quando na verdade, ele é muito realista. Ele certamente tem uma vida fora da empresa. E certamente conseguiu equilibrar as finanças domésticas com o salário que recebe.

Ao decidir que deseja continuar onde está, nosso ouvinte se chocou com o pensamento vigente, de que um profissional deve estar o tempo todo batalhando por uma promoção.

No fundo, nosso ouvinte disse ao gerente que é feliz, e que uma promoção poderia comprometer essa felicidade. O gerente não entendeu porque pensa o contrário. Se não pensasse, dificilmente teria chegado a gerente. Mas, nenhum dos dois está errado. E o nosso ouvinte não sofre de falta de ambição. A ambição dele é ser cada vez melhor, no que faz.

Max Gehringer, para CBN.

Para ganhar muito, é preciso arriscar bastante - by Mauro Halfeld

Transcrição dos comentários do Mauro Halfeld (site oficial) para a rádio CBN, do dia 16/09/2009, sobre como investimentos são: para ganhar mais, deve-se arriscar mais.

Áudio original disponível no site da CBN (link aqui). E se você quiser ler os comentários anteriores do Mauro Halfeld, publicados aqui, basta clicar neste link.

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Para ganhar muito, é preciso arriscar bastante

dinheiro investimento risco
Olá. Se você é como a grande maioria das pessoas, gostaria de investir o seu dinheiro, conseguir os maiores rendimentos e ver o bolo crescer sempre. Só que isso não existe. Pra ganhar muito, é preciso arriscar. E quem arrisca muito, perde. Quem busca segurança, ganha menos.

Os investimentos mais seguros rendem menos, por exemplo, a caderneta de poupança. Os mais arriscados, rendem mais, como é o caso das ações. Na poupança, você não perde dinheiro, mas pode deixar de ganhar mais. Investindo em ações, você pode ganhar muito mais, mas também pode perder quase tudo, e rápido.

É, não existe almoço de graça. A escolha de onde investir depende principalmente da tolerância de cada pessoa, ao risco. E tem mais. Quanto mais cedo se começa a investir, mais se pode arriscar. O tempo funciona como um aliado. Se perder tudo, ainda é possível recuperar-se das perdas.

Determinar então a tolerância ao risco, ou quanto você pode arriscar, é um dos primeiros passos pra quem pensa em investir. Se você está próximo de se aposentar e quer contar com uma renda extra, fique longe das apostas arriscadas. Mas se você é jovem, deve ser mais ousado.

De qualquer maneira, mantenha sempre uma boa porção do seu dinheiro numa aplicação conservadora, segura. Se alguma coisa der errado, você não vai ficar de mãos vazias.

Mauro Halfeld, para CBN.

Top 10 fotos de calcinhas geek

O Oddee fez um apanhado com as 10 calcinhas mais geek. Como aqui no blog todos nós (e por nós, quero dizer eu) somos geek e adoramos uma calcinha (especialmente se ela estiver recheada), aqui vão as 10 peças íntimas femininas, da região abaixo do Equadro, com fotos.

Lembrando que algumas dessas calcinhas já apareceram nesta outra coletânea de fotos.

calcinhas geek (Qual seria a senha pra acessar esse sistema?)

calcinhas geek (Pra destravar, dê uma bo alisada.)

calcinhas geek (Eu sempre achei o código HTTP 403 de proibido tão broxante...)

calcinhas geek (Fase bônus! Oba!)

calcinhas geek (Trancado!? Ainda tem que fazer um bom esforço pra destravar essa fase.)

calcinhas geek (Clássico controle do Nintendinho. Será que o código Konami funciona? Pra cima, pra cima, pra baixo, pra baixo, esquerda, direita, esquerda, direita, B, A e Start!)

calcinhas geek (Eu também estou blogando isso!)

calcinhas geek(Mário? Que Mário?)

calcinhas geek (É como o iPhone, sensível ao toque.)

calcinhas geek (Space Invaders, sempre um clássico. Se bem que eu prefiro outro invader, se é que você me entende.)

E se você gostou desse festival de calcinhas, deve gostar também deste outro post: Camisetas e calcinhas de gatas com mensagens sugestivas. Eu recomendo! =)

2009-09-17

Me joga no Google, me chama de pesquisa...

Eu ia parar as postagens por hoje, mas ai eu fui ver o vídeo abaixo, e a música grudou na minha cabeça (isso não é necessariamente um elogio!). Entretanto, eu morri de dar risada (e olha que nem estou bêbado!). É muito engraçada. Essa música tem como tema o Google e o amor, que não pode faltar em canções caipiras e sertanejas...

Não sou chegado numa música sertaneja, mas tudo bem, as duas irmãs paranavaienses, Ana Elisa e Mariana, a dupla "nerd sertaneja" que fez essa pérola, até que são bem gatinhas.



Me joga no Google, me chama de pesquisa
E diz que eu sou tudo o que você procurava.
Me joga no Google, me chama de pesquisa
E diz que eu sou tudo o que você sempre quis.

Fiquei sabendo que você está a procura de um grande amor,
Um caso sério,
Alguém pra curtir a vida juntos seja como for.
Fiquei sabendo que você está a procura de um grande amor,
Um caso sério,
Alguém pra curtir a vida juntos seja como for.
Olha pros lados, será que não tá vendo
a felicidade pode estar bem perto de você.

Me joga no Google, me chama de pesquisa
E diz que eu sou tudo o que você procurava.
Me joga no Google, me chama de pesquisa
E diz que eu sou tudo o que você sempre quis.
Acredite amor eu posso te fazer feliz.

....

ana elisa e mariana google
Letra e vídeo via este post do Google Discovery, que ainda fez uma entrevista especial com a dupla, neste outro post.

Site das irmãs Ana Elisa e Mariana (cuidado ao abrir, começa a tocar música automaticamente).

Você está feliz?

Muito bacana esse poster com ar vintage, com um pequeno diagrama esquemático sobre a felicidade.

diagramas,felicidade

Só tem um problema com esse gráfico. Se você não está feliz, mas quer estar, deve mudar algo. E se esse algo for você mesmo? Citando o House: people don't change.

Então, se o que você precisa mudar pra ser feliz é você mesmo, sinto muito lhe informar, mas você está ferrado! =P

Original aqui no Blog.H34.

Vida moderna

Tempos modernos podem ser muito chatos...

adão iturrusgarai,vida,moderna,trabalho

Café sem cafeína? Cerveja sem álcool? Tô fora, eu bebo café pra ficar acordado, e bebo cerveja pra ficar bêbado!

Alguma época teve trabalho com diversão?

Mas eu ainda gosto dos tempos modernos. Ele nos deu a Internet pra podermos ficar procrastinando no trabalho chato...

Outra tirinha do Adão Iturrusgarai.

A repetição das perguntas nas entrevistas dos processos de seleção - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 17/09/2009, com uma valiosa dica para entrevistas de emprego.

Áudio original disponível no site da CBN (link aqui). E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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A repetição das perguntas nas entrevistas dos processos de seleção

entrevista de emprego
"Estou participando de entrevistas", escreve um ouvinte, "e noto que as perguntas que me são feitas nunca muda. Isso não seria falta de imaginação dos entrevistadores?"

Não, não seria. O que acontece é que as perguntas feitas não são sempre as mesmas somente no Brasil. Com pequenas variações culturais, elas se repetem no mundo inteiro. Como você se sente trabalhando sob pressão? Qual é o seu maior defeito? Como você se vê daqui a 5 anos? Um candidato terá que encarar essas questões no Uzbequistão ou em Jacarepaguá.

Eu conversei com um entrevistador que está no ramo há 25 anos e que já entrevistou cerca de 12 mil candidatos a emprego. Ele me disse que teria criatividade suficiente para mudar as perguntas a cada entrevista, mas não faz isso, porque não vê necessidade. Ele apenas separa os candidatos em duas categorias: os que têm noção do que estão respondendo, e os que apenas decoraram as respostas.

No segundo caso, diz o entrevistador, o candidato reage como se tivesse 8 anos de idade. Quando ouve a pergunta: "Qual é o seu maior defeito?" O candidato dispara de bate-pronto: "perfeccionismo", ou "ansiedade". E aí, faz aquela cara de quem sabe que acertou, como se estivesse diante de uma professora que lhe perguntou quanto era 8 vezes 7.

A diferença entre um candidato com conteúdo e um candidato vazio, segundo o entrevistador, não está na resposta. Está na capacidade de lidar com o silêncio que vem depois. Ao ouvir a resposta, o entrevistador não move um músculo e fica encarando o candidato. E o candidato, após 5 segundos de apreensão, começa a acrescentar coisas que não havia decorado.

O bom candidato contará uma pequena história para ilustrar a resposta que deu. Um mau candidato irá travar ou se enrolar, porque já tinha respondido tudo que havia se preparado para responder, e estava só esperando a próxima pergunta.

A dica do entrevistador é: decore as respostas, como todo candidato faz, mas acrescente a elas a sua pitada pessoal de sinceridade. Parece a coisa mais simples do mundo, mas nas contas do entrevistador, só 1 em cada 10 candidatos, é capaz de formular uma resposta autêntica para uma pergunta batida. E essa resposta significa "eu sou diferente dos outros nove".

Max Gehringer, para CBN.

Obrigado

Agradeço quem votou na enquete que eu propus aqui. Foram 77 votos, 56 a favor da continuação dos posts e 14 contra. (E 7 que não se importavam, dentre eles, eu, huhuhu.)

E mais uma vez, obrigado a quem votou, e especialmente pra quem comentou (é, não é todo mundo que lê que comenta...).

tom hanks

(É a terceira vez que eu posto essa imagem!)

2009-09-16

Velhos hábitos morrem com pessoas velhas

Que todos os hábitos de uma pessoa morrem com ela, isso é mais do que óbvio. Mas me refiro a pessoas que continuam vivas, mas que têm certos hábitos que acabam morrendo.

De certo que alguns hábitos já arraigados podem ser mudados, apesar de que o esforço empreendido para tal, costume ser imenso. Mas venho falar de outros velhos hábitos, que parecem existir desde sempre, e que de uma hora para outra, se vão. Assim como as pessoas.

Quando eu estudava em Maringá, morava num pequeno prédio muito bem localizado, de frente pra um supermercado (Condor, que saudades da marmita de lá!) e que tinha na esquina, uma banca de jornal. Essa banca não era grande, mas também não era pequena. Era do tamanho certo para caber nela, tudo o que eu regularmente comprava: aos domingos, às vezes, o jornal da cidade, além de semanalmente ir ver quais revistas (gibis e mangás inclusos), do meu gosto, tinham chegado.

banca de jornal (Imagem meramente ilustrativa)

Eu sempre ia nesta banca. Com o tempo, quase que diariamente eu passava por ela. Tanto pela localização, quanto pelo jornaleiro, um senhor já de idade, cabelos brancos, bem como o bigode crescido e branquinho, muito simpático. Conforme o tempo passou, já sabia de todas as revistas que eu comprava, e sempre que eu passava por lá, me dizia se o exemplar havia chegado ou não.

Era uma banca até bem movimentada. Havia um banco de madeira na frente da banca, e como era embaixo de uma árvore, o clima era sempre muito agradável. Geralmente havia por ali alguns funcionários do supermercado no momento de folga, ou então alguns outros velhinhos, amigos do jornaleiro, batendo um papo. E de vez em quando, quando não havia outras pessoas pela banca, eu também conversava com o senhor jornaleiro. Nada profundo, nada demais, conversinhas corriqueiras, banalidades.

Se tornou um hábito passar pela banca, quase todo dia, já que era praticamente caminho pra chegar em casa.

E um determinado dia, dia de semana, a banca estava fechada. Não dei muita bola, já a havia encontrado fechada antes, devido a uma viagem ou doença do jornaleiro. No dia seguinte, também estava fechada, mas desta vez, havia um papel colado na porta metálica. No papel, apenas a informação que a banca estava fechada por motivo de luto.

Sim, o velho jornaleiro, o senhorzinho simpático e bigodudo havia morrido. Fiquei sabendo disso alguns dias depois, quando a banca reabriu e um jovem, filho ou sobrinho (não lembro bem) do antigo proprietário, estava ali atendendo.

Depois disso, nunca mais frequentei a banca como antes. Sem dúvida passava por lá, mas aquele velho hábito de quase todo dia dar uma olhada nas novidades, se foi. Junto com o velho jornaleiro, cujo nome não lembro (e nem lembro se algum dia eu soube), mas cuja imagem, de vez em quando, me volta como se fosse ontem.

E por que raios eu fui lembrar disso justo hoje? Porque este mês se comemora o dia do jornaleiro (próximo dia 30), e lendo um post sobre isso, me lembrei do velho jornaleiro bigodudo (tenho certas suspeitas de que ele devia ser avô do Mário e do Luigi). =P

Fotos do Caramelo, o caramujo

Ok, eu minto, não são fotos (reais) do Caramelo, o simpático, sonhador e ingênuo caramujo dos Bichinhos de Jardim, mas bem que poderiam ser, não?

foto caramujo caramelo
foto caramujo caramelo
Às vezes você não imagina como seria ser minúsculo, ou então enorme? Como teríamos diferentes perspectivas?

foto caramujo caramelo
foto caramujo caramelo
foto caramujo caramelo
foto caramujo caramelo
foto caramujo caramelo
E enfim, volte pro jardim, caro caramujinho:

foto caramujo caramelo
Fotos via Cute Overload.

Os principais erros a serem evitados na gestão da carreira - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 16/09/2009, com os 6 erros a serem evitados numa carreira.

Áudio original disponível no site da CBN (link aqui). E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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Os principais erros a serem evitados na gestão da carreira

sua carreira palmas
"Gostaria de saber os erros que devo evitar para construir uma boa carreira", diz um jovem ouvinte de 21 anos.

Vamos lá.

Primeiro erro: falta de planejamento. De modo geral, o brasileiro não é muito de planejar. Nós somos mais imediatistas e mais reativos, e é por isso que muita gente muda de emprego, mas não muda de patamar.

Mesmo para quem não é lá muito chegado num planejamento detalhado de longo prazo, é importante pensar no próximo passo com muito cuidado. Se as oportunidades não estão surgindo no trabalho atual, no mais das vezes, isso significa que deixamos de fazer alguma coisa para merecer uma oportunidade, e não que uma simples mudança de emprego irá resolver a situação.

Segundo erro: auto-indulgência. É atribuir aos outros os nossos problemas. Ninguém fica estagnado numa função só porque o mundo não é justo, ou a chefia é incompetente, ou os colegas são invejosos. Quando algo não acontece, é porque deixamos de fazer algo que deveríamos ter feito.

Terceiro erro: esquecer os contatos. Muita gente assim que consegue um emprego, deixa de se comunicar com antigos colegas, como se nunca mais fosse precisar deles.

Nós somos rapidamente esquecidos, a não ser que façamos com que as pessoas se lembrem de nós. Um email por quinzena já mantém os contatos ativos, mas não aqueles emails com piadas ou fotos, que são enviados para uma lista de 50 pessoas.

Quarto erro: não se atualizar. As boas empresas estão exigindo cada vez mais dos candidatos a emprego. Ficar 3 anos sem fazer nenhum curso, mesmo que seja um curso rápido de especialização, faz com que um profissional seja ultrapassado pelos concorrentes.

Quinto erro: esconder-se. Uma empresa é feita por pessoas que estão muito ocupadas com elas mesmas para prestarem atenção em nós. Por isso, temos que ressaltar o que fazemos bem-feito. É por não saber se autopromover, no bom sentido, que os competentes calados acabam tendo menos chances de ascensão.

Finalmente, sexto erro: não respeitar o chefe. Embora apareça em último lugar na lista, este é o primeiro erro que muito profissional comete. Por pior que seja a opinião que um subordinado possa ter do chefe, é preciso ter em mente que sem o apoio dele, a estrada da carreira será mais longa, mais lenta e mais cheia de obstáculos.

Ao nosso jovem ouvinte, eu diria que o simples fato de ele ter feito a pergunta sobre os erros, já é um primeiro e grande passo.

Max Gehringer, para CBN.

2009-09-15

Ambiente de trabalho 'aterrorizante' - ou Bullying nas empresas - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 15/09/2009, sobre o bullying no ambiente de trabalho.

Áudio original disponível no site da CBN (link aqui). E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

/===================================================================================< Ambiente de trabalho 'aterrorizante'

nelson muntz
Uma ouvinte descreve o ambiente de trabalho na empresa dela como "aterrorizante". Ela e os colegas passam o dia ouvindo gritos e insultos do chefe direto. A pergunta que ela faz é quase um lamento: "Será que os diretores da empresa não vêem isso? E se vêem, por que permitem?"

A nossa ouvinte descreveu uma situação profissional, para a qual ainda não inventamos um termo brasileiro, mas que em inglês já foi definida como bullying, palavra que derivou de bully, cuja tradução mais aproximada é "valentão".

Nossos ouvintes, principalmente os do sexo masculino, vão se lembrar que em sua infância cruzaram com um desses valentões. Aquele cara ameaçador, desbocado e briguento, sempre disposto a partir para a agressão física ou verbal, mesmo que não lhe fosse dado qualquer motivo para isso. E qual era o propósito do valentão? Simplesmente o prazer de poder exercer o seu domínio sobre os demais.

No ambiente de trabalho, a coisa é um pouco pior, porque os motivos existem. A equipe precisa atingir metas e obter resultados.

O bullying pode ser considerado assédio moral, mas com uma diferença. O assédio moral é definido como a perseguição contínua e constante de um superior a um subordinado. No caso do bullying, essa perseguição afeta a todos os subordinados, indistintamente. O assédio moral individual tem um alvo só. No bullying, o alvo é quem estiver mais perto.

O mais intrigante é que pesquisas feitas em outros países sobre o chefe valentão, levaram a uma conclusão tão amedrontadora, quanto o ato em si: o bullying funciona. Por puro pavor, os subordinados se tornam mais produtivos.

Será que isso torna o bullying uma técnica de gestão? Claro que não. O bullying é uma violência contra o ser humano e só acredita em gestão pelo terror, quem gosta de dizer que os fins justificam os meios, mesmo que os meios remetam à idade das trevas.

Então, respondendo à ouvinte: sim, os diretores vêem. E não fazem nada porque os resultados são bons.

Quanto aos subordinados, a minoria pede a conta e vai procurar um chefe mais civilizado. Mas a maioria suporta o constrangimento, geralmente por medo de não conseguir outro emprego.

A vitamina que alimenta o bully de hoje é a mesma que alimentava o valentão da nossa infância: o medo de muitos para confrontar um só.

Max Gehringer, para CBN.
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