2007-09-26

Tirinha real

Essa aqui eu presenciei no ônibus, vindo ao trabalho:



Mais uma vez, créditos do desenho para ciyamane

2007-09-25

Tirinhas

Desta vez, vamos fazer umas tirinhas antropomórficas (ou seja, usando animaizinhos XD):




(Clique para aumentar)

Mais uma vez, os créditos do texto são meus XD, e os desenhos da ciyamane, que deve estar reformulando o seu blog.

2007-09-21

Tela de Sucessos

Sexta a noite, e eu aqui vendo Tela de Sucessos no Sbt, o filme Malditas aranhas (eu acho que é esse o nome, no original eu lembro: Eight Legged Freaks).

A única coisa que vale a pena é ver a Scarlett Johansson antes do sucesso (mas mesmo assim, linda como nunca =D)

(Na minha lista de mulheres lindas, só perde pra Jessica Alba)

O primeiro filme em que eu reparei nela foi o Lost in Translation. (Meu Deus, como ela estava linda nesse filme.)

(Bom filme, e de brinde pros otakus, podem tentar entender algumas das falas em japonês)

Eu gostei do filme, mas sei que ele não vai agradar qquer um: as falas em japonês no filme não eram traduzidas, justamente pra vc sentir na pele a mesma coisa que o personagem do Bill Murray. (Eu tb ainda não entendo tanto japonês assim, mas uma ou outra coisa eu entendi XD)

(Scoop, O último filme dela que eu vi - não é tão legal quanto Matchpoint - tb do Woody Allen - mas ainda é melhor que 80% do que anda saindo por ai.)

2007-09-20

Crônicas do busão - parte2

O busão infernal

(Esse ainda tá bom)

Ontem pra voltar pra casa do curso de japonês, como de costume peguei o ônibus da linha X do horário Y. Geralmente, o ônibus desse horário não é dos melhores, sendo um dos veículos velhos da frota. Explico: basicamente, a Transol (uma das empresas de transporte coletivo de Floripa) tem dois tipos de veículos: uns mais novos, com bancos estofados (e alguns até com ar condicionado), e outros mais velhões, com bancos de plástico injetado ou coisa parecida.

Eu não me importo muito de pegar um desses ônibus mais velhos, e tirando o aspecto (de veículo caindo aos pedaços) e o fato de terem menos bancos pra sentar, não é ruim ter que andar num desses.

Mas ontem foi diferente... (Bem, se fosse igual, não estaria escrevendo nada aqui =P)

No ponto, com o ônibus vindo, vi que não tinha muita gente. Uma felicidade efêmera... Fiz o sinal, o ônibus parou e abriu a porta, mais parecido com os portões do inferno. Sério, não é brincadeira. A temperatura estava mais alta dentro do ônibus, com o ar abafado, e ao abrir a porta, aquela diferença entre o ar da rua e o ar dentro se tornou quase palpável. Como já disse, nesse horário o ônibus é velho, e ar condicionado passa longe...

Mesmo assim, subi no ônibus. Nem o motorista ou o cobrador eram os de geralmente. O motorista mais parecia um ogro corcunda, olhos atentos (ou não, não deu pra ver bem) a sua frente, e com o pé pesado, muito pesado, doido pra baixar no acelerador. O cobrador também parecia um ogro ou um oni, baixinho e carrancudo, e com a calça do uniforme puxada pra cima, fazendo um "bermudão", mostrava a perna peluda... Argh, se isso não for muito parecido com o inferno, não sei como deve ser...

Enfim, passei pela catraca e vi que tinha me enganado, que apesar do ônibus não estar lotado de gente, tb não estava com assentos sobrando. Em parte porque aquele veículo era na verdade, da linha do "ônibus do surf". Explico: aqui em Floripa tem uma linha que sai do terminal do centro e vai direto pra umas praias, estas muito frequentadas pelos surfistas. A companhia de ônibus pegou um (ou sei lá qtos) veículo(s), e tirou os bancos traseiros, colocando um treco pra apoiar/encaixar as pranchas dos "brou".

Pois bem, a linha que eu pego passa muuuuito longe das praias, mas mesmo assim, era um desses ônibus adaptados.

Olhei pros bancos livres, e só tinha um que eu não precisaria sentar ao lado de ninguém. Dei uma olhada nos outros, e vi que se tivesse que sentar ao lado de alguém, eu acabaria vomitando. Por uma macabra coincidência, não tinha uma alma normal naquele ônibus. Daria pra categorizar o pessoal ali em dois grupos: a dos condenados, sujos, cabisbaixos, maltrapilhos, com o olhar perdido; e o grupo dos pequenos demônios escoltando o outro grupo, gente mal encarada, igualmente com aspecto infernal. (nem pra ter uma diabinha gostosa ali, hehehe... u_u)

Sentei no banco, meio aliviado, quando percebi que não era "por hoje é só pessoal", e que aquilo iria virar um post.

Pra começar, o carinha da frente mascava um chiclete ou bala, sei lá, e era um negócio com o cheiro tão forte, que até eu, que estava no banco de trás, sentia. Imaginem o cheiro de um chiclete, misturado com o mormaço do abafado que estava dentro do ônibus, tudo isso misturado com cheiro do suór dos trabalhadores retornando para casa... Graças ao meu árduo treinamento ninja, não sucumbi àquele veneno das profundezas abissais que pairava no ar, mas foi por pouco.

E não bastasse isso, dos passageiros do banco atrás de mim, vinha outro golpe maligno, tentando confundir outro sentido. Um papo muuuuito cabeça rolava entre um carinha e uma garota. Nem vou descrever os dois em detalhes, mas eles me lembravam duas almôndegas peludas e suadas... Misturando assuntos tão diversos quanto a última do Casseta e Planeta e do Pânico, com fofocas sobre pessoas que eu nem quero conhecer, tudo com uma pitada de tecnologia, pois depois ela ia ver alguma coisa no 'iutubi' e no 'yakult', os dois mais pareciam estar numa mesa de bar, pelo tom alto de voz. Acho que queriam que o ônibus inteiro escutasse... E conseguiram...

E enquanto os altos papos rolavam, e o ar se impregnava de veneno, o motorista ia correndo como se o próprio capeta estivesse atrás dele, ou como se estivesse com dor de barriga e quisesse terminar logo a corrida pra ir pro banheiro. Já peguei uns ônibus com uns motoristas apressados e meio doidos, mas esse foi 'o cara'.

Imaginem o cara correndo feito doido, com aquele ônibus velho trepidando (e parecendo que uma hora ia desmontar)... Pra falar que eu não tô exagerando, esse cara não parou certo em NENHUM ponto, sempre parava um ou dois metros a frente. E não é porque ele tinha esse vício não, é porque ele freava em cima. Tanto que um dos pontos ele passou reto, e o pessoal que ia descer gritou, fazendo com que ele parasse no meio do caminho entre dois pontos.

(O motorista iria adorar esse jogo)

O ônibus que eu pego, vai pela Costeira, que como o nome indica, fica numa encosta. De um lado, o morro. De outro, um barranco que dá lá embaixo no mar. É uma via de mão dupla, relativamente estreita e com algumas curvas. Sinceramente não sei como não morre mais gente por ali, porque os motoristas de ônibus geralmente exageram por ali. E esse, em especial, estava inspirado. Sério, achei que aquele ônibus fosse da linha Centro-Beleléu, porque eu achava que a gente ia pro beleléu mesmo, última estação antes do inferno ou do céu, sei lá.

(Olha aqui um mapa da Costeira)

Teve uma hora que o ônibus parou, e eu só ouvia uma sirene de ambulância, cada vez mais chegando perto. Aí pensei: 'ah, fodeu, morri e não tô sabendo ainda'. Mas não, como não estou postando do céu nem do inferno, não pereci ainda. Era só o ônibus encostando um pouco, pra ambulância passar (ruas estreitas, eu já disse...)

E apesar de tudo, consegui chegar em casa. Desci do ônibus meio zonzo, é verdade, mas vivo.

Fim.

Este relato contém algumas doses de exagero, mas são poucas. n_n

2007-09-19

Casais...

Até parece piada. Aqui vai, numa tradução livre:

Casal, que não notaram que estavam traindo um ao outro na internet, estão se divorciando.

Sara Klaric e o marido Adnan, que usavam os apelidos "Sweetie" (algo como doçura, ou docinho) e "Prince of Joy" (ou Príncipe da Alegria ou Diversão) numa sala de chat online, gastavam horas contando um ao outro sobre os respectivos problemas matrimoniais.

A verdade surgiu quando os dois marcaram um encontro. Agora, o casal, de Zenica na Bosnia central, estão se divorciando depois de acusarem um ao outro infidelidade.

"De repente eu estava apaixonada. Era maravilhoso. Nós parecíamos estar atolados no mesmo tipo de casamento miserável. E acabou que estávamos certos", disse Sana, 27 anos.

Adnan, 32, disse: "Eu ainda acho difícil acreditar que Sweetie, que escreveu tantas coisas maravilhosas, é na verdade a mesma mulher que eu casei, e que não tem me dito uma palavra amiga por tantos anos."

Publicado originalmente em The Daily Telegraph (em inglês).

Li originalmente em Clearly they should get divorced and then immediately remarry, e concordo plenamente: eles deveriam se divorciar e re-casar de novo. XD

2007-09-13

Esse Brasil já era...

Mas para o otimista (não eu, eu acho q tudo já foi pro buraco e não volta), em meio a toda me**a, pode nascer uma florzinha. Então, que seja o excelente post da lu, do dia de folga, sobre a indecência da absolvição do Renan no senado, que me trouxe de volta à memória as lembranças de boas poesias, mesmo que o assunto que elas tratem não sejam nada agradáveis.

E reproduzo aqui o texto do Boca Maldita, um dos poucos que eu gostava de estudar nas aulas de literatura:

Que falta nesta cidade?… Verdade.
Que mais por sua desonra?… Honra.
Falta mais que se lhe ponha?… Vergonha.

O demo a viver se exponha,
Por mais que a fama a exalta,
Numa cidade onde falta
Verdade, honra, vergonha.

Quem a pôs neste rocrócio?… Negócio.
Quem causa tal perdição?… Ambição.
E no meio desta loucura?… Usura.

Notável desaventura
De um povo néscio e sandeu,
Que não sabe que perdeu
Negócio, ambição, usura.

Quais são seus doces objetos?… Pretos.
Tem outros bens mais maciços?… Mestiços.
Quais destes lhe são mais gratos?… Mulatos.

Dou ao Demo os insensatos,
Dou ao Demo o povo asnal,
Que estima por cabedal,
Pretos, mestiços, mulatos.

Quem faz os círios mesquinhos?… Meirinhos.
Quem faz as farinhas tardas?… Guardas.
Quem as tem nos aposentos?… Sargentos.

Os círios lá vem aos centos,
E a terra fica esfaimando,
Porque os vão atravessando
Meirinhos, guardas, sargentos.

E que justiça a resguarda?… Bastarda.
É grátis distribuída?… Vendida.
Que tem, que a todos assusta?… Injusta.

Valha-nos Deus, o que custa
O que El-Rei nos dá de graça.
Que anda a Justiça na praça
Bastarda, vendida, injusta.

Que vai pela clerezia?… Simonia.
E pelos membros da Igreja?… Inveja.
Cuidei que mais se lhe punha?… Unha

Sazonada caramunha,
Enfim, que na Santa Sé
O que mais se pratica é
Simonia, inveja e unha.

E nos frades há manqueiras?… Freiras.
Em que ocupam os serões?… Sermões.
Não se ocupam em disputas?… Putas.

Com palavras dissolutas
Me concluo na verdade,
Que as lidas todas de um frade
São freiras, sermões e putas.

O açúcar já acabou?… Baixou.
E o dinheiro se extinguiu?… Subiu.
Logo já convalesceu?… Morreu.

À Bahia aconteceu
O que a um doente acontece:
Cai na cama, e o mal cresce,
Baixou, subiu, morreu.

A Câmara não acode?… Não pode.
Pois não tem todo o poder?… Não quer.
É que o Governo a convence?… Não vence.

Quem haverá que tal pense,
Que uma câmara tão nobre,
Por ver-se mísera e pobre,
Não pode, não quer, não vence.

EDIT: Seguindo o Bender aqui, linkarei para a verdadeira VERGONHA NACIONAL.

2007-09-04

No Elevador

Mais 3 tirinhas, que poderia chamar de trilogia das conversas de elevador:







Como sempre, texto by eu mesmo, e desenhos by my sister
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